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UE apoia direitos humanos em Angola com 810 mil euros

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

UE financia quatro organizações angolanas da sociedade civil que visam "reforçar a proteção e respeito" dos direitos humanos no país.

De acordo com a delegação da UE em Luanda, a SOS Habitat – Ação Solidária, a Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD), a Omunga e a Rádio Ecclesia – Emissora Católica de Angola são as quatro organizações beneficiárias para projetos com a duração de dois a três anos, a serem desenvolvidos em dez das 18 províncias angolanas.

Segundo o embaixador da UE em Angola, Tomás Ulicny, que presidiu à assinatura destes contratos, a subvenção tem como foco a “proteção dos grupos mais vulneráveis”, nomeadamente as “mulheres e raparigas em situação de risco, a liberdade de expressão e o acesso à terra”.

Para o diplomata europeu, a cerimónia de assinatura de contratos para subvenção às organizações da sociedade civil, que decorreu na sede da delegação, em Luanda, é uma “celebração regular” no âmbito do Instrumento do Apoio da Democracia e dos Direitos Humanos da União Europeia.

“Este ano escolhemos quatro projetos com um orçamento de 810.000 euros, que são os recursos que podem apoiar as organizações na realização dos projetos que consideramos importantes para a UE e também para o Estado angolano”, disse.

No dia em que se assinala o 70.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Tomás Ulicny salientou que a assinatura dos contratos com as organizações não-governamentais também recorda os festejos da data em prol da “luta diária na promoção dos direitos e liberdades”.

Lúcia da Silva, presidente da AJPD, organização que trabalha há cerca de 20 anos no acesso à Justiça em Angola, valorizou a iniciativa da UE, realçando que o seu projeto estará focado nas mulheres detidas ou presas nas cadeias do país.

“É um desafio muito grande para nós. Não temos muitos registos, nem a nível do Governo nem a nível da sociedade civil, de como realmente estão as mulheres que estão detidas e presas”, afirmou.

“Pretendemos continuar a formar os agentes penitenciários com uma maior ênfase para as mulheres”, apontou.

Por sua vez, o diretor-geral da Rádio Ecclesia, Maurício Camuto, solicitou um “contínuo apoio” da União Europeia em ações de “promoção da liberdade de expressão e direito à informação”, no quadro da abertura da nova governação do Presidente angolano, João Lourenço.

“Pois que continue a apoiar-nos, porque queremos concretizar aquilo que antes era o sonho e agora é possível, ter a rádio Ecclesia em toda a Angola, porque a governação permitiu. Há esforços nesse sentido e algumas províncias estão já a receber o nosso sinal”, indicou.

Luanda, Cuanza Sul, Bengo, Cabinda, Huíla, Benguela, Namibe, Lunda Sul, Uíje e Huambo são as dez províncias angolanas em que os projetos destas organizações não-governamentais deverão ser desenvolvidos.

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