UE está a preparar terceiro pacote de sanções contra a Bielorrússia

A União Europeia impôs pela primeira vez sanções à Bielorrússia em outubro de 2020, medidas que foram ampliadas em dezembro, face à repressão que o regime de Lukashenko exerceu contra manifestantes e opositores.

Josep Borrell, que falava num evento 'online' promovido pelo Real Instituto Elcano, de Madrid, admitiu, porém, que os 27 estão conscientes de que o novo pacote de sanções "não será suficiente" para mudar as dinâmicas de poder entre o Governo do Presidente Alexander Lukashenko e a oposição bielorrussa.

"Compreendo a frustração dos líderes políticos da oposição da Bielorrússia, porque o que a União Europeia pode fazer não resolve os seus problemas", disse Borrell, no evento de apresentação do livro "A Política Externa da UE em Tempos de Covid-19", que escreveu.

O diplomata espanhol respondia a uma questão levantada sobre as críticas feitas pela líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaia, que lamentou a falta de apoios da UE na sua luta contra o regime apoiado pela Rússia de Vladimir Putin.

Borrell admitiu também que a pressão política e diplomática da UE "não é suficiente".

"Às vezes, pede-se à União Europeia para agir, mas o que podemos fazer?", questionou-se Borrell, adiantando, depois, que está em preparação um terceiro pacote de sanções "que afetará, embora de forma limitada, mais dirigentes bielorrussos".

O alto representante europeu para a Política Externa afirmou ainda estar consciente de que a ajuda europeia à oposição bielorrussa, "apesar dos meios políticos, diplomáticos e financeiros limitados", não permitiu alterar a relação de forças com o regime de Lukashenko, "que conta com um enorme apoio da Rússia".

Esse apoio, prosseguiu, é "dominante", o que dificulta o que a UE pode fazer.

A União Europeia impôs pela primeira vez sanções à Bielorrússia em outubro de 2020, medidas que foram ampliadas em dezembro, face à repressão que o regime de Lukashenko exerceu contra manifestantes e opositores.

As sanções impostas a 88 responsáveis político bielorrussos (entre ministros e pessoas próximas do Presidente) e sete entidades consistem na proibição de entrar no espaço comunitário europeu, bem como o congelamento dos ativos que possam ter na União Europeia.

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