UGT diz que novas regras do teletrabalho vão tirar passageiros dos transportes

Central considera medidas do governo positivas e lembra que trabalhadores, tal como empresas, vão precisar de apoios.

Para a UGT, as novas medidas para o teletrabalho - com coimas agravadas e imposição sem acordo de qualquer das partes - vão ser positivas para aliviar a pressão nos transportes públicos em horas de pontas, uma preocupação que a central tinha já manifestado na última reunião da Concertação Social, na passada semana, junto do governo.

"O teletrabalho é fundamental para retirar pessoas deste fluxo de casa-trabalho-casa. O agravamento das coimas vem também fomentar a aplicação do teletrabalho", defende o secretário-geral adjunto, Sérgio Monte.

A continuação das atividades letivas presenciais é outra medida positiva para a UGT. "Não podíamos pôr em xeque o futuro. As aulas presenciais são aquelas que ajudam a combater as desigualdades que existiam nas aulas à distância". Mas, "os trabalhadores docentes e não docentes deviam ser, na nossa ótica, prioridade na vacinação", ressalva.

"Concordamos genericamente com as medidas, porque alguma coisa tinha de ser feita. Na primeira fase da pandemia, tivemos pouco mais de 30 mortes diárias. Hoje vamos nas 150", refere sobre o anúncio de restrições feito pelo primeiro-ministro, juntando que as medidas de apoio já dadas a conhecer - lay-off simplificado e majoração de subsídios do programa Apoiar - são também positivas. Porém, assinala, "é preciso haver medidas de apoio aos trabalhadores e às famílias".

Na última reunião com os parceiros sociais, a ministra do trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, deu conta de que serão recuperados os apoios a trabalhadores independentes, sócios-gerentes e trabalhadores domésticos que estiveram em vigor em abril, mas ainda não são conhecidos detalhes.

Para esta quinta-feira, está prevista uma apresentação de medidas de apoio pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e pela ministra da Cultura, Graça Fonseca.

A CGTP, a outra confederação sindical com representação na Comissão Permanente da Concertação Social, irá reagir às medidas do estado de emergência apenas amanhã ao final da tarde, em conferência de imprensa na Voz do Operário, em Lisboa.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de