UGT pronta para a luta por falta de avanços na Concertação Social

"Ações, greves, está tudo em cima da mesa", diz o secretário-geral, Carlos Silva, que promete novidades para breve, "a começar no sector bancário".

A UGT anunciou nesta quarta-feira o início de ações de luta face à ausência de resultados negociais na Comissão Permanente de Concertação Social. A central sindical acusa o governo de a "empurrar para a rua" e diz-se pronta à "convergência com o restante movimento sindical". "Ações, greves, está tudo em cima da mesa", avisou o secretário-geral, Carlos Silva, numa comunicação gravada após reunião do secretariado nacional da central.

"Estamos numa situação em que a UGT está impelida a ir para ações mais musculadas, que fogem naturalmente àquilo que é o nosso esteio principal de negociar à mesa da negociação", afirma o líder da UGT.

Em causa, está a ausência de resultados no trabalho desenvolvido na Comissão Permanente de Concertação Social, sem que até aqui tenha sido concluído um acordo dos parceiros sociais para medidas de conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar, ou para melhorar as qualificações dos portugueses, duas matérias em discussão há dois anos.

"É verdade que tem havido reuniões da Concertação Social, mas são reuniões de faz de conta", acusa Carlos Silva, ao mesmo tempo que entende que os parceiros sociais estão a ser marginalizados pelo parlamento e governo nas discussões sobre alterações ao Código do Trabalho. Carlos Silva defende que os parceiros têm de ser ouvidos sobre matérias como as 35 horas de trabalho, caducidade e princípio do tratamento mais favorável nas convenções coletivas e indemnizações por despedimentos, cuja discussão não pode ficar apenas pelo parlamento.

Por outro lado, e no contexto da atual pandemia, a UGT diz também não ver respostas necessárias. "A única coisa que vemos na Concertação Social são os empregadores a pedirem dinheiro ao governo", afirma Carlos Silva.

O dirigente da central sindical lembra que o ministro da Economia, Siza Vieira, prometeu "para breve" soluções para o fim das moratórias bancárias, e pede que este as apresente à Concertação Social.

Há, diz, neste momento, preocupações em todos os sectores do trabalho, e até no sector financeiro, habitualmente "sem percalços", notou, assinalando os anúncios de despedimentos e rescisões com trabalhadores na banca, com a perspetiva de uma redução de três mil profissionais no sector até ao fim do ano.

Para os próximos dias, a UGT promete novidades, "a começar pelo sector bancário", sendo dia 22 serão apresentadas reivindicações ao primeiro-ministro, António Costa, antes mesmo de a central fazer a apresentação da sua política reivindicativa, agendada para setembro.

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