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UGT quer subir salário mínimo para os 615 euros

Carlos Silva, secretário-geral da UGT. Fotografia: Fernando Pereira/Global Imagens
Carlos Silva, secretário-geral da UGT. Fotografia: Fernando Pereira/Global Imagens

Para a UGT o salário mínimo deve aumentar para os 615 euros em janeiro de 2019.

A UGT sindical vai propor que o salário mínimo nacional seja aumentado em 2019 dos atuais 580 euros para 615 euros mensais, precisou este sábado o secretário-geral da central sindical, Carlos silva.

“Eu já disse que o salário mínimo em Portugal é miserável”, afirmou o dirigente sindical, no encerramento do Congresso Regional da UGT/Açores, realizado na Horta, acrescentando que a UGT vai propor, em sede de concertação social, que “o salário mínimo passe para os 615 euros no próximo ano”.

Para Carlos Silva, “é preciso que o país” faça este “esforço” de dar mais a quem menos recebe, recordando que só no setor público existem cerca de 200 mil funcionários a auferir o salário mínimo nacional, sem contar com os que estão no setor privado a receber o mesmo salário “miserável”.

“Basta olharmos para os salários dos restantes países europeus, para percebermos que o salário mínimo em Portugal é um dos mais miseráveis da Europa”, insistiu o secretário-geral da UGT, advertindo o Governo da República para a necessidade de encetar negociações com vista a aumentar salários no próximo ano.

Carlos Silva lamentou, por outro lado, que o Governo e os sindicatos de professores não tenham chegado a acordo em relação à contagem do tempo de serviço, que considerou ser uma reivindicação “justa” da classe docente, ou de qualquer outra classe trabalhadora.

“Não podemos dizer a um trabalhador que o tempo que ele andou a trabalhar não conta como tempo de serviço! Não contem com isso!”, disse o líder da UGT, lamentando que o próximo ano letivo arranque, não de forma “estável”, mas já com “problemas”.

Também Francisco Pimentel, coordenador da UGT/Açores, que foi reeleito no Congresso Regional para mais um mandato, insistiu na necessidade de serem aumentados os salários nos Açores em 2019, e em especial a remuneração complementar, destinada a suportar os encargos com a insularidade.

“Não é eticamente, nem moralmente aceitável, não haver aumentos em 2019”, realçou o dirigente açoriano, apelando ao Governo Regional de Vasco Cordeiro e ao grupo parlamentar do PS na Assembleia Regional, que tem maioria absoluta, para que dê um sinal nesse sentido.

PCP coloca fasquia nos 650 euros
Na abertura da Festa do Avante, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa sublinhou a necessidade de o salário mínimo aumentar para os 650 euros no próximo ano. Um valor em linha com o que foi defendido pela CGTP nas comemorações do 1º de maio.

As negociações em torno do salário mínimo deverão começar dentro de algumas semanas na Concertação Social, para que haja tempo de fechar o tema (e chegar a acordo) com os parceiros sociais até ao final do ano.

No acordo político com o Bloco de Esquerda, o governo comprometeu-se a aumentar o SMN para os 600 euros em 2019, mas não é ainda certo que a proposta inicial do governo não possa sinalizar um montante mais generoso. Recorde-se que o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) admitiu, numa entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, em 23 de junho, ser possível que aquele valor possa ser melhorado.

O SMN para 2018 aumentou para os 580 euros por iniciativa do governo, sem que tivesse sido possível chegar a acordo com os parceiros sociais. Na ocasião, o ministro Vieira da Silva explicou a ausência de consenso pelo facto de as confederações patronais exigirem como contrapartida que não fossem feitas alterações à legislação laboral.

 

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