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Última plataforma do WindFloat já está a caminho de Viana do Castelo

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Plataforma com 30 metros de altura deve chegar ao largo de Viana do Castelo até ao final da semana

O WindFloat Atlantic, o primeiro parque eólico flutuante offshore da Europa continental, recebe, esta semana, a terceira e última plataforma. A torre eólica saiu do porto de Ferrol, em Espanha, ao início da manhã desta quinta-feira e deverá chegar à costa de Viana do Castelo, onde está a ser construído o projeto da EDP, dentro de três dias.

Liderado pelo consórcio Windplus – EDP Renováveis (54,4%), Engie (25%), Repsol (19,4%) e Principle Power Inc (1,2%) -, o WindFloat Atlantic é um investimento de 125 milhões de euros, com uma capacidade instalada de 25 megawatts e será capaz de gerar energia suficiente para fornecer 60 mil famílias ao ano. Constituído por três torres eólicas de 30 metros de altura cada, dispostas a uma distância de 50 metros entre cada uma, o projeto dispõe das maiores turbinas eólicas do mundo instaladas numa superfície flutuante, cada uma com capacidade de produção de 8,4 megawatts.

As duas primeiras plataformas, que foram instaladas em outubro e dezembro de 2019, estão já operacionais e ligadas à rede elétrica nacional. Falta a terceira, que chegará dentro de três dias ao parque, a 20 quilómetros ao largo da costa portuguesa. Seguem-se os trabalhos de ligação ao sistema de amarração criado naquela zona do oceano e às estruturas já existentes em alto mar.

As três plataformas flutuantes foram construídas num trabalho de cooperação ibérica: as duas primeiras saíram dos estaleiros de Setúbal e, esta última, dos estaleiros de Avilés e Ferrol (Espanha). “O projeto recorre à inovadora tecnologia WindFloat, que permite que as três plataformas sejam ancoradas a uma profundidade de 100 metros, minimizando o impacto ambiental e facilitando o acesso a recursos eólicos sem explorar águas profundas”, explica a EDP em comunicado.

A empresa destaca, ainda, “outras vantagens” desta tecnologia, designadamente o facto de a montagem das turbinas ser feita em terra, de não ser necessário um navio de transporte específico para o seu reboque e de não depender de operações offshore complexas associadas à instalação das estruturas fixas tradicionais. “Todos estes fatores contribuem para reduzir os riscos e as despesas associadas ao ciclo de vida do projeto”, pode ler-se no comunicado.

O projeto é apoiado por entidades públicas e privadas e é financiado pela Comissão Europeia, pelo Governo português e pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).

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