Itália

Últimas sondagens apontam para derrota de Renzi no referendo em Itália

Foto: REUTERS/Stefano Rellandini
Foto: REUTERS/Stefano Rellandini

Quatro estudos de opinião publicados esta sexta-feira na imprensa italiana apontam para uma vitória do "não" à reforma constitucional

Depois do Brexit e da eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, a política mundial poderá apanhar mais um choque até ao final do ano.

Matteo Renzi prometeu abandonar o cargo de primeiro-ministro de Itália em caso de vitória do “não” no referendo do próximo dia 4 de dezembro. A meio da campanha voltou atrás com a palavra mas esta quinta-feira confirmou que não vai “ficar a pairar” no cargo em caso de derrota.

As últimas sondagens não são favoráveis às intenções de Renzi. Quatro estudos de opinião publicados esta sexta-feira na imprensa italiana apontam para uma vitória do “não” à reforma constitucional que o primeiro-ministro quer fazer no país.

A sondagem da Rai3 aponta para uma vitória do “não” por 42% contra 37% das intenções de voto no “sim” à reforma constitucional. 62% dos inquiridos garante que vai às urnas a 4 de dezembro, 27% dizem que vão ficar em casa. 11% ainda estão indecisos.

O estudo de opinião do jornal La Repubblica obteve resultados semelhantes. Dos 1231 inquiridos 41% rejeitam a reforma constitucional enquanto 34% aprovam-na.

O jornal La Stampa dá a vitória ao “não” por oito pontos percentuais, com 54% contra 46%.

Já o Corriere della Sera avança com uma margem de 10 pontos favorável ao “não”, com 55% das intenções de voto contra 45%.

A reforma constitucional que Renzi vai levar a votos prevê medidas como a perda de poder do Senado e a extinção de províncias. Entre os detratores das mudanças à Constituição estão Beppe Grillo, líder do movimento 5 Estrelas, e Sílvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro de Itália.

Este sábado termina o prazo legal para a publicação de sondagens até à realização do referendo.

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