Um milhar de agências de viagens em Portugal e novas a nascer

Setor cresce há dois anos consecutivos e está reunido no maior congresso dos últimos 15 anos, em Aveiro.

O saldo do pós-crise já é positivo para as agências de viagens em Portugal. Segundo Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), nos "últimos dois anos, o saldo líquido de associados, entre entradas e saídas, é de mais 25 empresas”, ou seja, há “mais agências este ano do que no início da crise", num universo total acima de mil. Isto significa ainda, segundo o responsável, que "o setor continua a ser atraente e é rentável". É também um dos motivos pelo qual o 42.º Congresso da APAVT, a decorrer em Aveiro, é "o maior dos últimos 15 anos, com mais de 600 inscritos".

"É verdade que desapareceram muitas daquelas agências que abriam ‘como cogumelos’, mas também há muitas que continuam a funcionar no modelo de franchising e com centrais de compras que funcionam", admitiu Costa Ferreira.

O setor tem crescido "com o turismo", particularmente as agências especializadas no "incoming" (que recebem turistas do estrangeiro). Estão também "a trabalhar bem as agências que trabalham as viagens de negócios". As especializadas em lazer (voltadas para o mercado interno) já "recuperaram e consolidaram a recuperação após a crise".

As empresas que sobreviveram à crise "ultrapassaram o principal desafio de há 10 ou 15 anos e conseguiram adaptar-se para deixarem de focar-se no produto e passarem a centrar-se no cliente", explicou o presidente da APAVT, recordando as conclusões do painel do dia, dedicado a "O consumidor do futuro e o futuro das agências". O papel das agências mudou e ganhou nova importância, visto que "num mundo cheio de informação acessível, que não é garantia de conhecimento, há uma grande oportunidade" para os agentes de viagens servirem de filtro que aperfeiçoa a oferta individualmente para o cliente. E nem sempre são mais caras.

"Um terço dos utilizadores de agências de viagens nos últimos 12 meses eram Millennials , o que muita gente não imaginava", revelou Mark Meader, vice-presidente da associação dos agentes de viagens norte-americana ASTA, relativamente ao inquérito que realizou, este ano, entre milhares de consumidores. "A grande conclusão é que as agências de viagens poupam tempo e dinheiro aos consumidores", resumiu. Quantificando, poupam 319 dólares (cerca de 303 euros) e 3,2 horas que teriam gasto em pesquisa e organização da viagem por conta própria.

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