Coronavírus

Uma ideia para salvar a economia no pós-covid-19

Fotografia: Leonardo Negrão/Global Imagens
Fotografia: Leonardo Negrão/Global Imagens

61 decisores partilham medidas que acreditam essenciais para salvar a economia portuguesa.

Mexidas nos impostos e linhas de crédito, integração europeia e solidariedade, medidas que cheguem rapidamente a empresas e a trabalhadores, para garantir a sobrevivência da economia. Empresários, gestores, governantes, publicitários, inovadores e representantes de setores de atividade deixam ideias para ajudar o país a recuperar daquela que pode ser a pior crise que Portugal alguma vez enfrentou.

Fátima Carioca, dean da AESE Business School
É crítico ventilar, com urgência e em simultâneo, as empresas e as famílias para que possam respirar. Significa apoio financeiro generoso a ambos. Não chega apoiar apenas um dos lados. Sugestões: mil euros/agregado familiar, suspender contribuições e impostos durante 3 meses, flexibilizar a redução temporária de salários. Mais tarde já se pensará em vacinas.

Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal
No atual contexto, os desafios são de vária ordem, e assim, completamente diferentes do que foram outrora. Vivemos hoje uma realidade desconhecida onde, tanto cidadãos como empresas, organismos públicos e privados são parte fundamental para os esforços de contenção desta pandemia. Trata-se, inequivocamente, de uma mudança estrutural na vida das pessoas e das organizações reservando à tecnologia um papel essencial. A prioridade da Altice Portugal está em proteger os nossos colaboradores que, diretos e indiretos são hoje já perto de 20 mil, e as suas famílias. O nosso esforço e o nosso empenho, resultado da dedicação extrema dos nossos profissionais, estão focados em garantir o funcionamento pleno dos serviços de comunicações, assegurando a manutenção das infraestruturas críticas e a proteção das Redes de Telecomunicações, fundamentais para, neste momento crítico, levar a cabo a nossa importante Missão: Ligar as Pessoas ao Mundo…!
No atual cenário, com desafios que se avizinham desconhecidos, não assumimos um papel secundário, pelo contrário, chamamos a nós um papel principal, por isso, faça a sua parte, faça um uso responsável das redes e fique em casa. Por si, por nós, por todos..

Ângelo Ramalho, CEO da Efacec
A economia terá a ganhar se o caminho passar por evoluir nas cadeias de valor e desenvolver setores que não estejam dependentes de alterações geopolíticas. A produção de bens de valor acrescentado que incorporem tecnologias é aposta ambiciosa mas vencedora.

Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa PT
É urgente monetizar a economia, emitindo o correspondente a 5% do PIB em obrigações perpétuas a cupão zero, que o Banco Central subscreve, enviando cheques a quem fica sem rendimento.

Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED
Mudar radicalmente o sistema de formação em Portugal para ajustá-lo definitivamente às necessidades reais da economia.

João Rui Ferreira, presidente da Apcor
Uma injeção de liquidez sem precedentes na economia real e fazê-la chegar, com caráter urgente, às empresas.

Mário Jorge Machado, presidente da ATP
A medida que salva empregos quando uma empresa para de produzir porque não tem encomendas é o apoio para pagar salários a quem está em casa. É melhor ajudar a pagar salários dois ou três meses do que anos de subsídios de desemprego. Se não perderem o emprego, vão pagar impostos logo que a crise passe.

Rui Lopes Ferreira, CEO do Super Bock Group
Garantir liquidez. Só isso garantirá a atividade económica no imediato e nos próximos meses.

Luís Onofre, presidente da APICCAPS
A primeira prioridade é superar esta fase terrível. Depois, importa que sejamos capazes de recuperar a confiança, para que se restabeleça o consumo indispensável à manutenção de empresas e postos de trabalho.

Susana Albuquerque, coordenadora de educação financeira da Asfac
Implementar propostas de apoio aos particulares que detenham crédito à habitação e/ou crédito ao consumo, evitando situações de incumprimento.

Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMMAP
O Estado deveria conceder uma moratória às empresas no pagamento das obrigações fiscais e contributivas nos próximos seis meses, obrigando-se as empresas a restituir tais quantias em prestações em 2021 e 2022. Para acomodar essa e outras medidas, será provavelmente necessário negociar a suspensão do pagamento de juros da dívida neste ano.

Diogo Simões Pereira, diretor-geral da Associação Epis
Potenciar a revolução digital iniciada nesta semana nas escolas.

Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal
Um esforço muito concertado de decisores e reguladores, agentes económicos e sociedade civil. Que o governo continue disponível para tomar decisões que venham a tornar-se essenciais para apoiar as famílias e as empresas portuguesas e que operacionalize com toda a brevidade as medidas para que estes apoios possam chegar rapidamente às empresas. O lay-off requer ainda maior simplificação para garantir a manutenção de empregos.

Luís Mergulhão, CEO da Omnicom
1. Mantenha-se seguro e aos seus;
2. Siga as orientações das autoridades;
3. Tenha as suas pessoas, companhia ou entidade, marcas e o país no top of mind;
4. Comece o dia como um dia normal de trabalho;
5. Tenha disciplina na sua nova rotina;
6. Socialize com recurso às plataformas de comunicação;
7. Tente criar valor social naquilo que faz profissionalmente;
8. Comece a trabalhar no novo normal que mais tarde ou mais cedo virá;
9. Não esmoreça, não desista, não feche nada; mas altere muito, tudo.
10. Assim terá orgulho do que faz e do que contribui para os outros, para as pessoas, para um novo planeta: para Portugal.

João Bento, CEO dos CTT
Não podemos deixar o país parar e é decisivo que todos façamos a nossa parte para que a economia continue a funcionar nesta fase. Continuamos, com cuidado redobrado e entrega total, tendo em atenção o bem-estar dos clientes e dos trabalhadores, a ligar pessoas e empresas.

Pedro Mota Soares, secretário-geral da Apritel
As comunicações eletrónicas estão na primeira linha da capacidade de resiliência que Portugal está a demonstrar. Reforçar este papel e apostar na inovação tecnológica será o caminho para garantir a sustentabilidade das empresas e contribuir para a recuperação. Que as autoridades nacionais e europeias tenham a capacidade de tudo fazer para estar à altura do que a situação vai exigir a todos nós.

Jaime Carvalho Esteves, comissão executiva do Fórum para a Competitividade
Garantir a liquidez das empresas: dilação do pagamento de impostos, sobretudo os retidos (IRC, IRS e IVA), e contribuições como segurança social, isenção temporária de imposto do selo nos financiamentos, juros, garantias e serviços financeiros. A medida não deve ser limitada às micro e PME, mas também a grandes empresas, que criam grande volume de emprego, direto e indireto.

Pedro Oliveira, presidente da BP Portugal
O principal desafio é garantir um nível de rendimento estrutural aceitável de famílias e empresas, numa lógica agregada e sem marginalizar setores, de modo a passarmos esta apneia financeira/económica com o menor impacto possível. Esta injeção de meios no sistema tem de ser clara, transparente e com regras claríssimas, sem burocracia excessiva. Assim, as empresas poderão ser um elo de tração expedito para canalizar os meios para a economia real. Haverá injustiças, mas é nestas alturas que a famosa lei dos 80/20 salvará mais do que um modelo perfeito que nunca verá a luz do dia, ou, se vir, será fora de tempo.

Jorge Batista da Silva, bastonário dos Notários
É fundamental evitar que a economia pare totalmente e que a burocracia paralise os setores que ainda estão capazes de produzir riqueza. Investir na desmaterialização de serviços públicos e privados nunca foi tão essencial.

João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve
Apostar nas atividades de carbono zero. Serão também elas que terão mais procura.

Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente
No que respeita aos bens essenciais a que os portugueses têm direito, e como o papel do governo é assegurar o bem-estar das populações, terá esse mesmo governo de contemplar uma eventual intervenção nas empresas que controlam essas áreas, assegurando aos portugueses esses bens essenciais e em condições normais.

Joaquim Cunha, diretor executivo do Health Cluster Portugal
Dinamizar dois ou três grandes projetos que privilegiem as áreas da smart health, investigação clínica e translação, mobilizando as competências nacionais numa colaboração estratégica entre a academia, os hospitais e as empresas. O objetivo? Criar soluções integradas que respondam a problemas reais de saúde.

Luís Pinheiro, presidente da Lusomorango
Manter as fronteiras abertas para o transporte de mercadorias é vital para garantir a sustentabilidade do setor agrícola, pilar da economia nacional. Cabe-nos salvaguardar as condições para dar resposta às necessidades dos mercados que procuram fruta e legumes frescos portugueses.

André Ferreira, administrador da Endutex
Terá de haver algum tipo de medida que empurre os custos de financiamento para não asfixiar a tesouraria das empresas. Deve ser aplicado a todos os negócios que estão impedidos de funcionar. Os que possam continuar a produzir devem fazê-lo e, sempre que possível, redirecionar a produção para aquilo que é mais necessário no país. Se precisamos de instalar extensões dos hospitais em pavilhões municipais, devemos encomendar à indústria nacional camas, colchões, lençóis etc. Quando a economia retomar, é importante haver linhas de apoio à tesouraria. Mais do que grandes investimentos públicos, devem ser dados apoios a empresas que tenham condições de gerar rendimento e criar emprego.

Pedro Lancastre, diretor-geral da JLL
Seria muito importante que a CML não parasse de acompanhar os processos pendentes durante a quarenta, de forma a não gerar ainda mais atrasos nos projetos. Esta medida contribuiria muito para transmitir um sinal de confiança aos investidores e ao setor imobiliário.

João Cerejeira, economista
Medidas que ajudem as empresas a manter postos de trabalho. As que foram anunciadas ainda vão muito no sentido do crédito. Avançar para crédito, mesmo mais facilitado, implica que tenham capacidade de o pagar. O Estado vai ter de assumir uma despesa pública forte e substituir-se às empresas para pagar pelo menos parte dos salários. O lay-off mais simplificado parece uma medida correta, para que os custos sejam repartidos entre a empresa, o trabalhador e o Estado. Uma espiral de despedimentos vai culminar em mais recessão e numa recuperação muito mais lenta.

Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal
O esforço de cada um e a união de todos é essencial para vencer esta guerra e recuperar. Relançar a atividade turística é pôr o país no caminho da recuperação económica: planear férias em Portugal, ser ativo na promoção do país e ajudar a mostrar Portugal ao mundo serão formas de sermos todos pelo turismo e sobretudo de voltarmos a ter Turismo#PorTodos.

Bernardo Rodo, diretor-geral da OMD
Fomentar um equilíbrio entre a receita e a despesa das empresas que forem obrigadas a suspender atividade. As ajudas económicas, o adiamento de pagamento de dívidas fiscais e as linhas de crédito são importantes mas insuficientes. Uma suspensão da cadeia de custos no período de maior impacto económico permitiria manter as empresas à superfície. As marcas devem continuar a estimular uma relação com os consumidores, adequando a comunicação ao momento e em antecipação da retoma.

Aurora Baptista, BeeVeryCreative
Proibir os despedimentos nas empresas até alguns meses depois da crise e apoiar pagando o equivalente ao subsídio de desemprego a empregados das empresas que não possam laborar. As startups também precisam de apoio.

José Leal e Silva, diretor executivo da Bee Engineering
Adiar compromissos fiscais ajuda, mas todos devemos fazer a nossa parte. A nossa responsabilidade é manter a atividade para assegurar o menor impacto em todos nós.

Nuno Flores, diretor-geral da Introsys
Maior integração europeia com mais legitimidade política e orçamental permitirá aumentar a capacidade de resposta. Uma estratégia europeia de longo prazo para o emprego, a educação superior e um orçamento europeu focado no desenvolvimento económico e em áreas de excelência.

Miguel Barros, CEO da Havas e presidente da APAP
A publicidade, enquanto técnica de comunicação de massas que fornece mensagens com o intuito de provocar ações, tem neste contexto de olhar bem para os seus fundamentos como forma de se salvar. Tem de ser acelerador da mudança de comportamentos e da adaptação das mensagens das indústrias com criatividade.

Alexandre Santos, cofundador da Bright Pixel
Empresas e os investidores que as acompanham precisam de foco extremo, reação rápida e definir alternativas com base em dados recolhidos e cenários que poderão causar mais impacto em termos temporais na capacidade efetiva de gerir e fazer negócio.

Mariana Lorena, diretora da Fuse
Traçar caminhos e perspetivar soluções, no sentido de estarmos menos dependentes da globalização, de protegermos cada vez mais o planeta e percebermos de que forma devemos potenciar os seus recursos de forma eficiente e equilibrada.

Alexandra Navarro, client service diretor da AMQ
Antecipar as mudanças e operar de forma eficiente na nossa área, compreender como podemos contribuir para manter a indústria viva e de bom espírito e ajudar as nossas marcas a manter o seu espaço de atuação neste cenário. Como pessoas e empresas, abraçar learnings desta nova forma de viver e de trabalhar para reduzir custos e impacto das nossas ações, tanto na economia como no ambiente.

Sofia Ribeiro, project manager do Omnicom Media Group
Com criatividade, construir uma nova perspetiva e repetir o movimento de questionar o que valorizam as pessoas, como se comportam a nível de consumo – no fundo as alterações nas necessidades do mercado – e que fatores são decisivos para construir o futuro nos vários setores que ativam a economia (exemplo disso é o e-commerce).

Sandra Alvarez, diretora-geral da PHD
Uma economia mais circular pode ser uma medida para a mudança de paradigma e para a dinamização da economia, tendo como objetivo enfrentar os problemas sociais e ambientais decorrentes da globalização dos mercados. Abandonando o conceito de fim de vida do atual modelo económico, baseado numa economia linear de extração, produção e eliminação, e passando para um novo modelo, com novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação.

Gualter Morgado, diretor executivo da APIMA
É urgente e imperioso o desenvolvimento de uma moratória, aplicada aos créditos já aprovados e/ou em curso, por parte das PME, com um período de carência mínimo de um ano. A APIMA regista positivamente o anúncio, por parte do Ministro das Finanças do desenvolvimento de um decreto-lei com vista à introdução deste regime, mas apela à urgência na sua oficialização e aplicação.

Vitor Domingues dos Santos, presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa
Prever um pós–tsunami quando ainda estamos a vibrar com o sismo é tarefa de magos. E não há magos no mundo real. Mas vamos precisar de tudo e de todos pois sozinhos não vamos conseguir. Diria que como mais relevante que vamos precisar de um novo Plano tipo Marshall orientado pela UE. Sem o apoio direto da UE não vamos recuperar o que sobrar do Tsunami.

Vasco Falcão, diretor-geral da Konica Minolta BS Portugal
Três antídotos: ser criativo na abordagem aos clientes, ser solidário com colaboradores, clientes, parceiros e ser disruptivo ajudando empresas a ultrapassar este momento usando tecnologia e serviços Konica Minolta.

António Guedes, administrador da Aveleda
As micro e as pequenas empresas são fulcrais para o funcionamento de toda a economia. Para as que estejam em situação de maior risco são necessários mecanismos de resolução para dos seus problemas da falta de cash-flow. E para as restantes, mesmo que bem estruturadas, vão precisar de um pacote de benefícios fiscais que as ajudem a ultrapassar os efeitos desta crise.

Nuno Marinho, Presidente da AORP – Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal
A curto prazo, a prioridade será tornar o processo de lay-off ágil e célere. É importante que a recuperação das empresas seja feita de forma autónoma e o lay-off é das medidas de reação imediata mais eficazes para conter custos e evitar despedimentos. Dessa forma, é crucial que as instituições estejam ao lado das empresas, permitindo uma retoma económica mais sólida e sustentável.

João Carvalho, presidente da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes
Explorar qual o melhor talento de cada indivíduo e investir nessa mesma aptidão. É também necessário saber comunicar o de facto se está a fazer, de modo a conseguir densificar uma rede de investidores que se vá multiplicando.

Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal
No seguimento da declaração do estado de emergência pelo Presidente da República, os portugueses têm que demonstrar uma enorme resiliência e as empresas devem, já a partir de hoje, começar a planear de novo os seus investimentos para que as cadeias de fornecimento não se quebrem e a recuperação seja o mais rápida possível.

Rodrigo Simões de Almeida, country manager da Marsh Portugal
Em momentos de emergência, os líderes têm de mostrar todas as suas capacidades, atuando com rapidez e confiança, comunicando ativamente e apoiando todas as áreas das suas empresas. Com uma boa reação, mantendo a equipa muito próxima, podemos planear o futuro, com base em diferentes cenários, adaptar a organização e estratégia se necessário, de modo a estar preparados para reforçar a atividade comercial quando for possível. Fundamental fazer uma gestão muito firme para proteger o Top Line, restringir os custos desnecessários onde possível, evitando decisões precipitadas e disponibilizando recursos para investimentos fundamentais.

Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal
A recuperação da economia vai depender do investimento que fizermos na formação da nossa sociedade, para que a mesma se adapte aos novos desafios que lhe serão propostos. A par deste desafio, a aposta em tecnologia tenderá a ser, cada vez mais, um fator crítico de sucesso, permitindo que essa adaptação seja feita de forma célere.

Vanessa Segurado, CEO do Grupo Blueotter
O Estado e as autarquias pagarem os serviços a pronto pagamento seria já um apoio significativo para o setor do Ambiente e gestão de Resíduos. No entanto seria também relevante o assumir parte dos custos laborais das empresas, a partir do primeiro mês de quebra de faturação, mesmo para quebras inferiores a 40% dado os custos nem sempre sempre adaptáveis as receitas com linhas de crédito para apoiar a tesouraria e o fundo de maneio, com períodos de carência e com períodos de amortização longos (exemplo:10 anos), que poderiam também integrar linha de medidas de apoio às empresas que prestam serviços essenciais à população e de saúde pública como as empresas de gestão de resíduos e limpeza urbana. Por outro lado, com o crescimento do teletrabalho num contexto de forte redução da atividade pode ser um encargo adicional para a empresa suportar, o Estado devia dar um apoio parcial, para manutenção destes postos de trabalho.

Paulo Lopes, CEO da Xpand IT
Suspensão do pagamento de segurança social, tanto do lado em empregado como do empregador, enquanto o estado de emergência estiver ativo.

Renato Póvoas, managing partner da Guess What e da Improve Your Business
O governo criar uma plataforma B2B para as empresas com necessidades fazerem o match com business coaches ou empresas prestadoras de serviços especializados (Ex.: Inovação, Finanças, Marketing, entre outros).

António Nabo Martins, CEO da Associação Portuguesa de Transitários
Flexibilização no horário de trabalho dos motoristas e redução/isenção de pagamento das Infraestruturas viária, aérea, ferroviária e marítima.

Nuno Zigue, CEO do Banco Santander Consumer Portugal
Tanto para a recuperação económica, como para a manutenção das empresas no contexto atual, o investimento deverá sempre passar por estar onde os consumidores estão – em mobile e nos pc -, com soluções de e-commerce seguras, competitivas, fáceis e à prova de qualquer acontecimento externo. Cingindo-me ao nosso setor de atuação, é imperativo que continuemos a ser responsáveis, flexíveis para com os clientes, de forma a providenciar as melhores soluções de financiamento, mais ágeis e mais ainda seguras.

Elísio Estanque, sociólogo
Talvez esta vivência compartilhada de um drama coletivo ajude a sensibilizar alguns setores por vezes mais fechados, ou mais interesseiros e egoístas, da sociedade para perceberem o quanto é necessária a preservação de uma certa coesão, dos valores da solidariedade, a redução das injustiças, e a inclusão de todos os setores que contribuem de um modo ou de outro para o funcionamento da economia.

Daniel Redondo, diretor-geral do Licor Beirão e presidente da ANEBE
Prevemos dois grandes desafios na Horeca: os custos fixos relativos aos espaços (rendas ou amortizações) e os custos associados às equipas que não têm qualquer trabalho. Propomos que sejam criadas medidas que permitam adiar as responsabilidades financeiras (sobretudo por moratórias nos pagamentos) e que a segurança social possa suportar grande parte dos vencimentos durante o período de encerramento. Quanto à produção de licores, é muito importante que o setor consiga manter a laboração, obviamente com todos os cuidados inerentes, para evitar o risco dos produtos entrarem em rutura nos supermercados.

Verónica Orvalho, presidente executiva e fundadora da startup Didimo
Para ultrapassar a crise, é premente que se incuta um espírito de solidariedade na empresa e que se adotem medidas extraordinárias para evitar o despedimento de qualquer colaborador. Se cada um avaliar a sua condição, será possível distribuir benefícios temporariamente em busca de um equilíbrio e da manutenção de todos os postos de trabalho.

Ricardo Parreira, CEO da PHC Software
Criação do guia para trabalho remoto. É fundamental criar um guia público das boas regras para o trabalho remoto. Apesar de o trabalho remoto já ser uma realidade em muitas empresas, na PHC Software inclusive, ter a empresa toda a trabalhar a partir de casa cria uma dinâmica totalmente distinta. Sabe-se que trabalhar em casa não é a mesma coisa e é importante ajudar as pessoas e as empresas a manterem-se produtivas nesta nova realidade.

Carlos Jesus, country manager da Colt Portugal
Mais largura de banda e redes para serviços resilientes

Filipe Moura, co-Fundador e Co-CEO da Ifthenpay
Apostar nos pagamentos à distância e comércio online

Luís Mesquita Dias, diretor-geral da Vitacress
A Vitacress adotou um plano de contingência sólido que passa pelo reforço das medidas óbvias de higiene, segurança e proteção de bens e pessoas, mas também pela criação de back ups e alternativas para eventuais interrupções de fornecimentos de materiais ou aumento inusitado de falta de colaboradores. A proximidade das chefias com os vários níveis da organização é essencial, de forma a dar continuidade à atividade e às expectativas dos nossos clientes.

João Guimarães, diretor executivo da GS1
Lideranças que marquem positivamente a vida das pessoas, reconhecendo os desafios pessoais e profissionais de cada um e dos seus entes queridos; que não recorram a planos de resposta predefinidos, mas a comportamentos e mentalidades que projetem o futuro sem exacerbar desenvolvimentos passados; que assentem em comunicação eficaz, transparente e constantemente atualizada.

Ana Isabel Trigo Morais, CEO/administradora delegada da Sociedade Ponto Verde
Os momentos difíceis que atravessamos contribuirão para enfrentarmos com mais determinação a necessária transição para uma economia assente nos valores do pacto ecológico europeu.

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