Trabalho

União para o Mediterrâneo discute emprego e trabalho em Cascais

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, apresenta a 4ª Conferência de Ministros do Emprego e Trabalho da União para o Mediterrâneo, que se realiza em Portugal entre 01 e 03 de abril, a convite da Comissão Europeia, Lisboa, 25 de março de 2019.  JOÃO RELVAS/LUSA
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, apresenta a 4ª Conferência de Ministros do Emprego e Trabalho da União para o Mediterrâneo, que se realiza em Portugal entre 01 e 03 de abril, a convite da Comissão Europeia, Lisboa, 25 de março de 2019. JOÃO RELVAS/LUSA

Na próxima semana, 43 países, da Mauritânia à Finlândia, discutem em Portugal temas que vão do emprego ilegal à formação profissional.

Em linha reta, Rabat é a capital mais próxima de Lisboa, mas separam-nas ainda mais de 17 pontos percentuais de distância na percentagem daqueles que acedem ao ensino superior – Portugal com perto de 25% da sua população ativa nas universidades e Marrocos com 8%. São duas das diferentes realidades da União para o Mediterrâneo, organização internacional que junta União Europeia e os países da bacia do Mediterrâneo, e que na próxima semana se reúne em Cascais para discutir trabalho e emprego.

A 4º conferência ministerial dos ministros do Trabalho e Emprego da UfM (na sigla inglesa) acontece de 1 a 3 de abril, em Cascais, reunindo os parceiros sociais e agentes políticos de mais de quatro dezenas de países para discutir temas que vão desde a formação ao emprego ilegal, passando pelo diálogo social. Portugal recebe o encontro a convite da Comissão Europeia, que estará representada por Marianne Thyssen, a comissária desta área.

O ministro do Trabalho, Segurança Social e Solidariedade, Vieira da Silva, apresentou esta segunda-feira o programa da reunião. Segundo o governante português, os ministros vão procurar “uma visão de conjunto que valorize a coesão, que valorize a aquisição de competências e a formação profissional”. A declaração do grupo, que será a Declaração de Lisboa, irá suceder àquela que foi assinada na Jordânia há três anos e que, entre outros compromissos, garantiu apoio financeiro de Bruxelas para a promoção de mecanismos de diálogo social na Tunísia, na Jordânia e em Marrocos.

“São países que, tendo uma grande proximidade histórica e territorial, têm no entanto, obviamente, realidades socioeconómicas que não são absolutamente idênticas. Isso não impede que trabalhem para um objetivo comum de reforçar as políticas sociais no domínio da integração do mercado de trabalho, na construção de mercados de trabalho mais inclusivos, de combate à informalidade, de trabalhar para que questões como os fluxos migratórios sejam o mais possível integradas nas dinâmicas do mercado de trabalho – neste caso, da Europa”, afirmou Vieira da Silva.

Apesar de a questão das migrações no Mediterrâneo ser trabalho de outro fórum no quadro da mesma organização, esta será ainda assim indissociável do tema do trabalho que estará em discussão. Em cima da mesa estarão também o desemprego jovem, com os jovens três vezes mais suscetíveis a enfrentar desemprego que os adultos na generalidade dos países do norte de África, ou as barreiras à participação das mulheres no mercado de trabalho.

A conferência – com o tema “Empregos, competência e oportunidades para todos” – vai acontecer no Hotel Miragem, em Cascais. De Portugal, estarão, além do ministro do Trabalho, o primeiro-ministro, António Costa, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O encontro será presidido pela comissária Marianne Thyssen e pelo ministro do Trabalho da Jordânia, Samir Said Murad. Bruxelas e Amã lideram atualmente a organização.

Além da declaração multilateral, a conferência deverá oferecer oportunidades de contacto bilateral entre os países para a cooperação na área do emprego e trabalho.

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