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Unicer passa a Super Bock Group

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Nova identidade corporativa não traz qualquer alteração a nível acionista

2017 fica na história da Unicer como o ano em que obtém os melhores resultados de sempre, em que a China passou a ser o seu principal mercado externo, e em que comemora os 90 anos da sua principal marca,a Super Bock. Que passa a dar nome, também, à casa-mãe. A nova identidade corporativa, o Super Bock Group, é estasexta-feira oficialmente apresentada na sessão de encerramento das comemorações do 90.º aniversário da marca, na presença do Presidente da República.

Quinta-feira dada a conhecer a 1200 trabalhadores, em Leça do Balio.
Uma “grande novidade”, mas recebida de “forma efusiva”, embora a Comissão de Trabalhadores pretenda, ainda, perceber melhor as consequências da medida. Que não tem qualquer implicação ao nível acionista, com o grupo a manter-se propriedade da Viacer, dos grupos Violas, Arsopi e BPI, (56%) e da a Carlsberg (44%).

A mudança de nome não é exclusiva da holding, também a Unicer Bebidas passa, agora, a designar-se Super Bock Bebidas, SA. No encontro, os colaboradores foram informados que esta é uma “transição natural”, que pretende ir ao encontro da estratégia do grupo, presidido por Rui Lopes Ferreira, de se apresentar com uma “paixão local” mas uma “ambição global”. O novo nome é acompanhado de um novo logótipo, com uma esfera armilar, que remete para as conquistas dos descobrimentos, em referência à vontade do Super Bock Group de ir mais além.

E a ambição da Super Bock é grande, neste que fica como o melhor ano de sempre do grupo, anunciou a administração aos trabalhadores, dando conta que antecipa em três exercícios o objetivo estratégico que estava definido para 2020: um EBITDA de 100 milhões de euros. A China reforçou o seu papel como principal mercado externo da Super Bock, lugar a que ascendeu com a crise no mercado angolano.

“Foi-nos dito que a China absorve já a totalidade do que perdemos com Angola. E que o negócio da China tem crescido de forma exponencial, de modo que estamos a ficar sem capacidade de resposta a nível de enchimento e de armazenamento”, diz o coordenador da Comissão de Trabalhadores.

E, por isso, além da nova linha de enchimento que está já em construção, os trabalhadores foram informados de que o Super Bock Group irá investir 17 milhões de euros para aumentar a capacidade produtiva dos centros de produção de Leça e de Pedras Salgadas.
Espanha é outra das grandes apostas, com forte investimento, bem como os EUA, onde a Super Bock tem uma nova parceria para operar no mercado.

Notícias recebidas com grande entusiasmo, mas, também, com a convicção de que, se o ano é o melhor de sempre, então também é altura de haver uma “melhor justiça na distribuição da riqueza gerada”. A proposta do sindicato foi já entregue e reclama um aumento salarial de 5,5%, com um ganho mínimo efetivo de 60 euros no vencimento de cada trabalhador, uma redução faseada do horário para as 35 horas semanais e 25 dias úteis de férias remuneradas, entre outras medidas.

 

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