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Universidades superam empresas em invenções nacionais

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Entidades sediadas em Portugal estão a requerer mais registos de invenções (+4,1%), mas menos de marcas (-6,3%)

O top 10 dos pedidos de registos de invenções é agora liderado por seis universidades, surgindo a primeira empresa apenas no sétimo lugar, de acordo com informação provisória disponibilizada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), relativa a 2019.

No ano passado, a Universidade de Coimbra passou a ser a entidade com mais pedidos de invenções nacionais em Portugal (em 2018 tinha sido a Bosch Car Multimedia), com 21 pedidos, seguida pela Universidade do Minho (19), a de Aveiro e a do Porto empatadas no terceiro lugar, com 15 pedidos cada uma, a Universidade Nova de Lisboa (14) e, por último, a de Évora (12), que conseguiu ter a maior subida: +166,7%.

Segundo o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, o patamar alcançado resulta da “aposta no registo de patentes, com duas lógicas: por um lado, associada à criação de spin-offs e, por outro, ao licenciamento de empresas”. “Temos tido uma maior interação com empresas e, além disso, temos um ecossistema de inovação que gera muitas invenções. A dinâmica alcançada resulta de um esforço que temos vindo a fazer com vista a melhorar a nossa eficiência”, explicou ao Dinheiro Vivo.

Delta e Continente
A primeira empresa no ranking geral é a Novadelta, dos cafés, e surge na sétima posição. A escala remata-se com uma associação (Association for the Advanced of Tissue Enginneering), o Instituto Superior Técnico e os hipermercados Modelo-Continente.

Considerando uma listagem autónoma só de empresas, a Novadelta surge, então, no primeiro lugar quando, no ano anterior, estava na quarta posição. O Continente teve entrada direta para o top 10, para o segundo lugar, ficando a terceira posição para a Bosch Termotecnologia, que apenas desceu um nível.

O distrito de Lisboa domina com 207 pedidos para as invenções nacionais, mais 17,6% face a 2019, e tem um peso de 27,3% sobre o resto do país. O Porto é o segundo distrito mais produtivo neste âmbito, com 140 pedidos, embora tenha baixado 3,4%. Seguem-se Braga, Aveiro e Coimbra.

Apesar das mudanças nos rankings, manteve-se o ritmo de crescimento no número de pedidos de invenções (onde se incluem as patentes, os modelos de utilidade, os certificados complementares de proteção e os pedidos de patente internacional em fase nacional), tendo havido um aumento anual de 4,1%, para um total de 757 pedidos provenientes apenas de requerentes residentes em Portugal ou de entidades com sede no país. Considerando as empresas que operam em território português, mas com sede noutro país, ou requerentes não residentes que usam a via nacional, o número eleva-se para 968.

Marcas e design
No capítulo das marcas (e outros sinais distintivos do comércio), houve um total de 20 737 pedidos de registos nacionais, menos 6,3% em relação a 2018, considerando apenas os requerentes residentes em Portugal ou entidades com sede em Portugal. Se tivermos em conta a totalidade dos requerentes, residentes e não residentes, o número sobe para 21 556. Por regiões, a Área Metropolitana de Lisboa surge à frente, com 7969 pedidos (-4,3%). É, de novo, a zona com mais peso no país (38,4%) e até dá para ver que foram feitos 2800 pedidos de registos de marca por cada milhão de habitantes.

Ainda falando de marcas, todas as regiões pioraram o desempenho, incluído o Norte, que surge em segundo lugar, com 6443 pedidos de registos (-7,45%), de acordo com os dados provisórios disponibilizados pelo INPI.

Já em relação ao número de objetos incluídos nos pedidos de design nacional houve um aumento anual considerável, de 49,1%, no total do país, para 1920 pedidos de registos de residentes ou entidades com sede em Portugal. O número aumenta para 2058 se contabilizarmos os requerentes não residentes.

No caso do design, destaca-se a região Centro, com 1117 objetos pedidos, num aumento expressivo de 464,1%, concentrando mais de metade deste tipo de registo a nível nacional (58,2%). O Norte está em segundo lugar, com 602 objetos pedidos (+31,4%), ocupando a Área Metropolitana de Lisboa a terceira posição, com uma perda de 62,6%, para 131 referências do mesmo género.

 

Texto atualizado com dados adicionais sobre pedidos de entidades não residentes ou com sede noutro país

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