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Carregamento de veículos elétricos começa a ser pago este mês

Fotografia: REUTERS/Stefan Wermuth
Fotografia: REUTERS/Stefan Wermuth

A Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) estima que o pagamento nos postos de carregamento rápidos (PCR) deverá arrancar este mês

A Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) estima que o pagamento nos postos de carregamento rápidos (PCR) de viaturas elétricas deverá arrancar em meados deste mês, num regime ainda transitório.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da UVE, Henrique Sanchez, comentou que “do ponto de vista prático era impossível começar dia 01 (o pagamento)”, por não haver tarifários conhecidos, nem contratos assinados com os comercializadores, pelo que admite uma “fase transitória neste mês de julho, mas nunca antes de 15 de julho”.

As primeiras previsões oficiais indicavam como início da fase de mercado o final do 1.º semestre, seguindo-se notícias de que o pagamento começaria em julho.

O responsável da associação referiu que, pelas informações que tem, os comercializadores já entregaram os tarifários à MOBI.E, entidade gestora da rede de carregamento, que terá de os divulgar na sua página da internet.

Fica ainda a faltar a associação do tarifário ao cartão MOBI.E, que se utiliza nos postos de carregamento, antes que se formalizem os cartões de cada comercializador.

“Está atrasado [o pagamento] como todos percebemos, mas há uma grande vontade para começar quanto antes a cobrar nos PCR (que possibilitam um carregamento de 80% da bateria em 20 a 30 minutos)”, afirmou Henrique Sanchez, acrescentando que assim se poderão “evitar certos abusos”, como o caso de uma plataforma de aluguer de viaturas com motorista, “que estão permanentemente a andar e precisam de carregar”.

Segundo o dirigente, “há poucos PCR públicos na região de Lisboa”: um em Oeiras e outro em Sacavém.

Algumas instalações de postos sofreram imprevistos, como em Matosinhos, com a descoberta de peças arqueológicas, pelo que dos “36 PCR instalados, só 25 estão ligados e a funcionar”.

“É fácil chegarmos a um PCR e estarem seis, sete carros à espera para carregarem. Estamos a falar de três horas, se cada um carregar meia hora. De rápido não tem nada”, lamentou à Lusa.

Em relação aos postos de carregamento normais, o dirigente da UVE informou que “muitos vão ser arranjados”, num processo gradual até por falta de disponibilidade de peças, prevendo que estes apenas passarão a ser pagos “no final do ano que vem, seguramente”.

Contactado pela Lusa o Ministério do Ambiente escusou-se a avançar mais pormenores do processo.

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