gestão de ativos

Valor dos ativos sob gestão em Portugal atingiu 86,5 mil milhões em 2017

Fotografia: José Pedro Monteiro
Fotografia: José Pedro Monteiro

Este valor representou cerca de 45% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o relatório da CMVM divulgado esta quinta-feira.

O total dos ativos sob gestão em Portugal atingiu 86,5 mil milhões no ano passado, cerca de 45% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Relatório Anual sobre os Mercados de Valores Mobiliários divulgado esta quinta-feira pelo regulador.

De acordo com o documento divulgado esta quinta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o total de ativos sob gestão aumentou significativamente, tanto a nível individual, onde houve um crescimento de 1,5% (contra uma queda de 5,5%), como coletivo, com uma subida de 6,7% (contra uma diminuição de 6,6% em 2016).

A gestão individual de carteiras por conta de outrem é exercida por instituições de crédito, empresas de investimento (onde estão incluídas as sociedades gestoras de patrimónios, as sociedades financeiras de corretagem e as sociedades corretoras) e entidades gestoras de fundos, e cada conjunto de valores geridos pertence a um titular individualmente considerado.

A gestão coletiva de ativos assume a forma de Organismos de Investimento Coletivo (OIC), mobiliários ou imobiliários, dotados ou não de personalidade jurídica, e que têm como objetivo o investimento coletivo de capitais obtidos junto dos investidores.

No relatório, a CMVM admite que a “alteração abrupta” das previsões macroeconómicas e o aumento da incerteza relativamente às opções de política monetária pode ter um “impacto negativo” no prémio de risco dos diversos ativos e gerar correções nos principais índices acionistas, bem como um aumento das ‘yields’ da dívida pública.

“Apesar de um aumento das taxas de juro pesar negativamente sobre o serviço da dívida dos agentes económicos, atendendo ao ainda elevado nível de alavancagem, também poderá ser suscetível de gerar uma diminuição dos comportamentos de procura de retorno (‘search for yield’) e ter um impacto positivo na rentabilidade do sistema bancário”, refere a CMVM.

Adicionalmente, uma menor taxa de desemprego e o crescimento do rendimento das famílias e da procura podem “compensar os efeitos negativos ao nível dos créditos contraídos, mas a poupança, essencial ao reforço do investimento, deverá manter-se em níveis baixos”, lê-se no relatório.

No relatório, a CMVM dá conta ainda de que as empresas nacionais continuaram o processo de desalavancagem em 2017.

“Não obstante o processo de desalavancagem que têm atravessado, as empresas em Portugal esperam, em 2018, aumentar o investimento empresarial em cerca de 3,7% face a 2017. As duas principais fontes de financiamento para os investimentos empresariais serão, à semelhança de anos anteriores, o autofinanciamento e o crédito bancário. O mercado de capitais (ações e obrigações) surge como uma das alternativas menos consideradas (1,2% das respostas)”, de acordo com o relatório.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Ministério das Finanças

Portugal entre os países da EU com menor proporção de funcionário públicos

Centro técnico da Uber, no Cairo, Egito. Fotografia: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh

Portugal já lidera emprego online em plataformas como Uber, Airbnb e similares

Miguel Almeida, Presidente da Comissão Executiva NOS durante uma entrevista. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

NOS. “Não temos planos nem decisão sobre aumentos de preços”

Outros conteúdos GMG
Valor dos ativos sob gestão em Portugal atingiu 86,5 mil milhões em 2017