Plano de Recuperação

“Vamos piorar antes de melhorar” alerta António Costa Silva

Decorreu hoje no Centro Cultural de Belém, a apresentação da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030. 
Professor António Costa Silva 

 (Orlando Almeida / Global Imagens)
Decorreu hoje no Centro Cultural de Belém, a apresentação da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030. Professor António Costa Silva (Orlando Almeida / Global Imagens)

Gestor apresenta a versão final da Visão Estratégica para a década, sublinhando que com esta pandemia é "o Estado que nos salva" e não o mercado.

António Costa Silva alertou esta terça-feira que a recuperação da economia portuguesa ainda vai afundar mais antes de começar a trajetória da recuperação.

“A recuperação vai ser lenta” começou por indicar o consultor contratado pelo Governo para traçar as linhas de atuação para a próxima década, antecipando “uma fase de decrescimento antes do crescimento”.

Na apresentação da versão final da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030, Costa Silva defendeu que o país precisa de “usar todos os trunfos” à disposição do país para ultrapassar a crise pandémica causada pela covid-19.

A versão inicial do documento esteve em consulta pública durante um mês, entre o final de julho e o final de agosto, e recebeu 1.153 contributos, com cerca de dois terços vindos de cidadãos e os restantes de empresas e instituições.

Importância do Estado
Nesta apresentação do documento, António Costa Silva voltou a sublinhar a importância do Estado face aos impactos da pandemia na economia e na sociedade.

“Quando há uma pandemia como esta não é o mercado que nos salva, mas o Estado”, frisou o consultor, lembrando que “toda a galáxia dos serviços públicos” deve ser um papel na fase de recuperação da economia portuguesa.

“É escusado pensarmos agarrados a muitos paradigmas e ideias feitas e todos ouvimos as campanhas pelo Estado mínimo, pelo desmantelamento dos serviços públicos, pela privatização cega de todos os setores da economia e mesmo dos serviços públicos. Ainda bem que esse modelo não vingou”, afirmou.
“Quando há uma pandemia como esta, não é o mercado que nos vai salvar: é o Estado, são os serviços públicos, é o Serviço Nacional de Saúde”, frisou o gestor.
“Eu espero que haja a humildade para assumir esta derrota histórica que a realidade impôs a ideias ultraliberais”, afirmou o presidente da Partex.
“É um debate que vamos travar, mas eu estou convencido que a esmagadora maioria do povo português percebe a importância dos serviços públicos a qualidades desses serviços, não só no SNS, mas toda a galáxia de serviços públicos que servem os cidadãos, nomeadamente a modernização da administração pública”, anteviu.

Em atualização

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