Turismo

Vão abrir portas mais 44 hotéis em 2019

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Lisboa, Centro, Porto e região Norte vão ser palco da abertura de novas unidades hoteleiras no próximo ano. Investimento pode ascender a mil milhões

O boom do turismo não pára e os hoteleiros portugueses estão a investir forte para aproveitar a onda. No próximo ano, e de acordo com as estimativas da consultora imobiliária Worx, vão abrir em Portugal mais 44 novos hotéis. Lisboa, Centro, Porto e região Norte vão ser a casa destas novas unidades hoteleiras.

“Com base no valor estimado de investimento revelado por parte de alguns investidores, o valor médio por quarto destas novas unidades situar-se-á entre os 150 mil e os 200 mil euros por unidade de alojamento. Tendo em consideração o número de aberturas previstas, estaremos a falar de valores que deverão estar entre os 800 e os 1000 milhões de euros de investimento”, revelou ao Dinheiro Vivo (DV), fonte oficial da consultora.

Até julho, o número de hóspedes em Portugal atingiu um novo recorde de 11,7 milhões, um aumento, ainda que ligeiro, face aos primeiros sete meses de 2017. O que explica o apetite por parte de um leque grande de investidores, quer portugueses, quer estrangeiros. “Existe investimento direto por parte de alguns grupos hoteleiros, muitos destes nacionais, mas também investimento feito por parte de parceiros já estabelecidos, sejam estes investidores privados ou institucionais”.

Não há ainda dados finais relativos à abertura de hotéis em Portugal neste ano de 2018. Contudo, os dados da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) mostram que, durante os primeiros seis meses foram inaugurados 10 hotéis, quatro dos quais em Lisboa e um no Porto. Um valor que fica bastante abaixo do previsto no arranque do ano – na altura previa-se a abertura de 61 unidades. Em junho, as previsões da AHP apontavam para a abertura de 52 hotéis, com destaque para a cidade de Lisboa, onde é expectável a abertura de 21, e do Porto, onde deverão abrir nove unidades.

Apesar de a onda de turistas parecer estar a abrandar, a Worx acredita que o mercado hoteleiro ainda não está saturado. “Há ainda margem de crescimento que não tem que passar exclusivamente pela abertura de novas unidades hoteleiras nos principais destinos turísticos como Lisboa, Madeira ou Algarve”. O potencial de crescimento “passa por dinamizar novos destinos e novos conceitos diferenciadores, que possam continuar a oferecer mais-valias competitivas. Poderemos ter no futuro pacotes turísticos que apostarão nesta complementaridade, permitindo promover uma estada mais longa do turista no nosso país”.

Verão em alta

Os dados da atividade turística em Portugal no terceiro trimestre ainda não são conhecidos, mas duas das principais cadeias hoteleiras em Portugal mostram-se otimistas. “O verão correu de acordo com as expectativas”, garante Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo Vila Galé, apesar de “a ocupação e o número de dormidas, em julho, ter ficado ligeiramente abaixo do registado no ano passado, muito por causa do tempo e por alguma redução da procura do mercado britânico”.

A quebra deste mercado emissor, o principal para Portugal, pode ser explicada por vários fatores: a falência da companhia aérea Monarch, diminuição de operadores no Algarve, desvalorização da moeda britânica, realização do Campeonato do Mundo de Futebol na Rússia, bem como a recuperação de alguns mercados turísticos concorrentes, como a Turquia e a Tunísia. Em agosto, “a taxa de ocupação nos hotéis Vila Galé aumentou já ligeiramente e, em setembro, tendo em conta as estadias já concretizadas e previstas, deverá ficar em linha com 2017”.

Nos hotéis e pousadas do Pestana Hotel, a taxa de ocupação “esteve em linha com as do ano passado e as receitas até aumentaram”, mesmo com a forte quebra na chegada de turistas britânicos e alemães. “As boas notícias vêm de Espanha e França, que continuam a subir, destacando-se também o mercado americano em particular no Porto”. Ainda assim, o grupo de Dionísio Pestana mostra-se preocupado com o verão de 2019. “O mercado estará mais fraco para o turismo de resort, sendo a Madeira e o Algarve as regiões mais afetadas devido ao aumento da concorrência, com a recuperação dos destinos da bacia do Mediterrâneo”. E deixa um aviso: “Caso se façam sentir as mesmas dificuldades experimentadas no início deste ano no aeroporto da Madeira, é possível que este destino enfrente ainda desafios adicionais. Mas a nossa maior preocupação neste momento é o congestionamento do aeroporto de Lisboa”.

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