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Veículos a diesel vão cair de 63% em 2016 para 8% em 2030

Decorreu no Hotel D. Pedro a apresentação do estudo: A road to emission reductions in Portugal 2030 – the role of oil products
Apresentação do Estudo
Carlos Solé, Economics & Regulation Partner da KPMG

(Orlando Almeida / Global Imagens)
Decorreu no Hotel D. Pedro a apresentação do estudo: A road to emission reductions in Portugal 2030 – the role of oil products Apresentação do Estudo Carlos Solé, Economics & Regulation Partner da KPMG (Orlando Almeida / Global Imagens)

Os números mostram que em 2030 35% dos veículos ligeiros serão elétricos e 25% serão híbridos.

Na visão de António Comprido, presidente da APETRO, apesar da necessidade de fazer face às alterações climáticas, “os combustíveis líquidos e gasosos vão continuar a ter muita importância no transporte rodoviário de longa distância, no transporte marítimo (navios) e aéreo (aviões).

No entanto, de acordo com o estudo da KPMG Espanha apresentado esta segunda-feira, realizado a pedido da APETRO, isso não acontecerá nos ligeiros de passageiros no transporte rodoviário em Portugal que irão evoluir de uma frota a gasóleo e gasolina em 2016, para uma combinação de frota elétrica, gasolina e híbrida até 2030. Nessa altura, daqui a pouco mais de 10 anos, “o conjunto dos veículos híbridos e elétricos atenderão à maioria da procura de transporte”.

Os números mostram que em 2030 35% dos veículos ligeiros serão elétricos, 25% serão híbridos e 14% serão a gasolina com uma maior eficiência. Pelo contrário, os automóveis a diesel vão cair de 63% em 2016 para apenas 8% em 2030.

“A pergunta que devemos fazer é: como podemos continuar a usar a mesma energia dos combustíveis líquidos, conciliando com as alterações climáticas? Os combustíveis líquidos ainda são os melhores em termos de intensidade energética, que é 10 vezes mais do que o hidrogénio e 100 vezes mais que do a eletricidade. E a descarbonização pode ser feita por conta destes combustíveis, com biocombustíveis mais avançados e combustíveis sintéticos”, disse António Comprido na sua intervenção inicial na conferência “Rumo à redução das emissões em Portugal 2030 – O papel dos produtos petrolíferos”.

Apesar da inevitável “maior penetração de eletricidade nos veículos em meios urbanos, não é de uma hora para outra que se substituem cinco milhões de veículos a gasolina e gasóleo do parque automóvel português”, frisou o responsável da APETRO, lembrando que é preciso “avaliar o ciclo de vida completo de um veículo em termos de emissões poluentes”, desde a sua produção até ao abate.

“Apesar de termos dúvidas sobre algumas das metas de descarbonização estabelecidas, queremos contribuir para elas e tentar perceber que formas há de chegar ao mesmo resultado com um maior rácio de custo/eficiência”, disse ainda António Comprido, apelando ao governo para que tenha em conta o estudo agora apresentado. Já antes o presidente da APETRO tinha criticado a discriminação de que os combustíveis líquidos fósseis são alvo.

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