Venda de aquecedores dispara nas lojas entre 50% a 200%

Há lojas que só na primeira semana deste mês venderam mais do que em todo o mês de dezembro. Consumo de eletricidade está em máximos de dez anos.

O frio de dezembro já tinha levado os portugueses a correr às lojas em busca de equipamentos de aquecimento, mas a frente polar que desde o início do ano tem atingido o país levou a que as vendas de aquecedores, termoventiladores e de aparelhos de ar condicionado disparassem entre 50% a cerca de 200% . Com os termómetros a descer, elevando em janeiro o consumo de eletricidade para novos máximos de dez anos em Portugal, a corrida não tem abrandado. Aquecer a casa pode implicar, consoante a opção de equipamento, um custo adicional até cerca de 620 euros.

Na Worten, "entre 24 de dezembro e 4 de janeiro, as vendas de aquecedores quase triplicaram face ao período homólogo", adianta fonte oficial . Mas apesar da procura - numa das lojas da cadeia visitada pelo Dinheiro Vivo já não havia equipamento de aquecimento disponível - a insígnia de retalho eletrónico da Sonae garante que não irá faltar produto para servir as necessidades dos clientes.
Miguel Branco, do departamento de compras da MediaMarkt Portugal, descreve igualmente um cenário de elevada procura desde a reta final de 2020. "Em dezembro tivemos um aumento significativo nas vendas de equipamentos para aquecimento das casas", diz. "Apenas na primeira semana de janeiro vendemos praticamente metade das unidades vendidas em dezembro", destaca. Feitas as contas, a cadeia regista um crescimento de 50% nos produtos de aquecimento. "O tipo de produto mais procurado continua a ser o termoventilador, possivelmente por ser o de preço mais baixo. Imediatamente a seguir, são os radiadores, os aquecedores que têm tido maior procura. A destacar também os ares condicionados que dobraram o número de vendas", indica.

Na Fnac a procura tem sido elevada. Termoventiladores, aquecedores cerâmica, convectores e radiadores a óleo são os equipamentos mais procurados pelos consumidores para melhorar o conforto térmico das suas casas. Face ao ano passado, as vendas de aquecimento subiram cerca de 140% e de tratamento de ar 170%.

"Os produtos mais vendidos nas nossas lojas são pequenos eletrodomésticos desta área, como os termoventiladores e pequenos aquecedores (cerâmica e halogénio)", adianta o Pingo Doce, que refere igualmente um cenário de elevada procura desde o final do ano passado. "A procura destes produtos acentuou-se desde dezembro, tendo nesta última semana registado um forte aumento, com as vendas a triplicarem face ao período homólogo".

Na Auchan as vendas também têm vindo a subir a pique, desde dezembro, mas em janeiro as temperaturas quase negativas aqueceram os números. "Nestes primeiros dias de janeiro houve um ganho de clientes neste segmento de mais 150% face ao período homólogo, com as vendas a subirem 120% face a igual período do ano passado", avança a cadeia.

O Bricomarché não precisa o valor do crescimento da procura por opções de aquecimento das casas, mas reconhece "que existe efetivamente uma procura muito grande por combustíveis (pellets e lenha) e por aquecimento móvel elétrico."

Não faltam opções para aquecer as casas, com os preços a variar. Mas esta onda de frio poderá implicar um gasto adicional de cerca de 20 euros ou atingir perto de 620 euros, numa pesquisa feita em alguns sites de e-commerce de cadeias de venda de eletrodomésticos. Em alguns, pode ainda encontrar alguns equipamentos em promoção.

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