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Venda de bens de grande consumo decresce 0,1%

Fotografia: Leonardo Negrão/Global Imagens
Fotografia: Leonardo Negrão/Global Imagens

Venda de bens de grande consumo decresce 0,1%, segundo dados da Nielsen que se referem ao período entre maio e junho de 2016

Entre maio e junho deste ano a venda de bens de grande consumo registaram uma descida em conjunto de 0,1%. Mas com variantes nos diferentes produtos.

De acordo com os últimos dados da Nielsen, o setor alimentar teve um crescimento de 0,7% e as marcas de fabricante de 2,3%. O setor das bebidas perdeu vendas (-2,4%), face a um período homólogo onde crescia 7,2%. Tanto as marcas de fabricante como as marcas de distribuição apresentam decréscimos (-0,9% e -8,8% respetivamente).

Os bens de consumo da categoria higiene do lar apresentam um crescimento em relação a maio e junho de 2015 (+1,2%), Este crescimento deve-se essencialmente às marcas de fabricante (+3,6%), já que as marcas da distribuição e primeiro preço (MDD+PP) tiveram um desempenho negativo (-3,6%).

Na área de higiene pessoal, houve um decréscimo de 1,7% comparativamente a um crescimento de 5,3% no período homólogo, e que se deve, essencialmente, ao resultado muito negativo das marcas de fabricante (-3,5%). Pelo contrário, as MDD+PP cresceram 4,7%.

Ainda segundo os dados da Nielsen, a venda de bens de grande consumo (BGC) aumentou, no total, 1,1% no primeiro semestre. Os bens de consumo da categoria higiene do lar foi a categoria que mais cresceu no primeiro semestre.

Limpezas de Primavera

A Nielsen, que estuda o comportamento dos consumidores em 47 mercados europeus, e em mais de 100 países em todo o mundo, fez também um estudo sobre as limpezas de Primavera, revelando que 37% dos inquiridos limpa a casa uma vez por semana e 32% assume que algumas divisões são sujeitas à limpeza com mais frequência comparativamente com outras. 12% refere que limpam diariamente a casa. Os Italianos, Polacos e Turcos são quem mais frequentemente limpa a casa, uma vez que referem limpar todos os dias (27%, 26% e 24% respetivamente).

Quando questionados sobre qual a divisão da casa que é mais importante manter limpa, os portugueses destacam a casa de banho (82%) e a cozinha (80%), resultados semelhantes à média Europeia (69% e 73% respetivamente).

Um dado curioso neste estudo, como explica Sarah Peters, Nielsen Global Business Partner, é que “a percepção de que as limpezas da casa são apenas da responsabilidade das mulheres está errada. A mulher continua a ter um papel fundamental neste processo, no entanto há cada vez mais homens a desempenhar um papel ativo nas tarefas domésticas”.

No que se refere à limpeza da roupa, os 48% dos inquiridos portugueses responderam duas ou mais vezes por semana, 26% uma vez por semana e 17% diariamente. 91% utiliza a máquina de lavar e/ou secar roupa para desempenhar essa tarefa. Os Irlandeses, Israelitas e Húngaros são quem mais frequentemente lava a roupa, uma vez que 28%, 27% e 27%, respetivamente, referem fazê-lo todos os dias.

“Em Portugal, as vendas dos produtos de Higiene do Lar refletem essa realidade. No ano de 2015, a categoria registou um crescimento de cerca de 2% em valor”, frisa o mesmo estudo, referindo que as categorias de Tratamento de Roupa lideram o top de mercados de Home Care, apresentando crescimentos no ano (+4% Detergentes Roupa e +5% Amaciadores de Roupa).

Também os mercados de Limpeza do Lar registam crescimentos anuais – Lava Tudo e Multiusos 3%, Lixivias 2% e Desinfetantes e Abrasivos sanitários 10%.

Numa categoria em que o preço e a promoção são dos fatores mais relevantes na decisão de compra (61% e 47% respetivamente), a inovação apresenta-se como uma forma fundamental a ter em conta quando se objetiva a valorização da mesma.

94% dos portugueses compram estes produtos nas grandes superfícies e 62% admite que a decisão do local da compra, está relacionada com a oferta de bons preços ou poderem usufruir de vales de descontos.

“O preço é um fator determinante (61%), no entanto serem produtos que proporcionam uma boa limpeza é, também, um fator chave para 64% dos inquiridos. As promoções (47%), a experiência anterior com o produto (37%), o fato de ser uma marca da sua confiança (25%) ou o tamanho da embalagem ir ao encontro das necessidades da sua família (23%) também são fatores determinantes”, conclui.

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