Venda de imóveis à beira de novo recorde

Número de mediadoras imobiliárias registou o valor mais baixo em 2012, mas de então para cá voltou a aumentar

Os movimentos no mercado imobiliário observados ao longo do primeiro semestre deste ano indicam que o volume de transações está a aumentar, preparando-se mesmo para bater máximos históricos. Só nos primeiros cinco meses, os agentes imobiliários promoveram transações no valor de 3,2 mil milhões de euros. Um valor que compara com os 5,7 mil milhões de euros registados em 2014, quando o mercado dava já sinais de alguma recuperação.

Entre 2011 e 2012, o montante de transações imobiliárias – cujo reporte ao Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI) é obrigatório – encolheu mais de 2 mil milhões de euros, baixando de 6,5 para 4,3 mil milhões de euros. Desde então começou a registar-se uma tendência de subida, mas só em 2015 é que surgem os primeiros indicadores de que a compra e venda de imóveis (para fins habitacionais, comerciais, industriais e para escritórios) poderá ultrapassar de novo a barreira dos 6 mil milhões de euros.

Os dados – que não incluem as compras e vendas efetuadas entre particulares – foram divulgados ontem pelo presidente do InCI, numa conferência sobre o imobiliário, promovida pela Century 21 e o “Jornal de Negócios”. Na ocasião, Fernando Oliveira da Silva socorreu-se de outros números que reforçam a tendência de recuperação: entre 2012 e junho deste ano, surgiram mais cerca de 1100 empresas de mediação imobiliária, sendo agora mais de 3700.

A evolução evidenciada vai ao encontro dos resultados do estudo revelado também ontem pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W), e que dá conta de um volume de transações de mil milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano só no que diz respeito a ativos de imobiliário comercial. Trata-se de um máximo histórico para um semestre e abre caminho para que 2015 se posicione como o ano em que este tipo de transações terá um valor recorde. Ao Dinheiro Vivo, Marta Costa, da C&W, admitiu que o mercado está a voltar a crescer, e que voltou a centrar as atenções dos investidores, sobretudos de estrangeiros. É que, cerca de 90% deste investimento vem de fora, metade do qual dos Estados Unidos.

A descida das taxas de juro, conjugada com o facto de Portugal se perfilar como um mercado em que os investidores confiam e os preços praticados – considerados bastante competitivos face a outros países europeus – são os fatores que, segundo Marta Costa, estão a impulsionar o mercado.

Os vistos Gold têm também ajudado nesta dinamização ainda que de forma menos expressiva em 2015. Este ano, foram concedidos 443 destes vistos, contra 1526 no ano passado.

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