Luanda Leaks

Venda de posições de Isabel dos Santos em empresas portuguesas é “bom passo”

Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital.  Fotografia: Carlos Manuel Martins/Global Imagens
Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital. Fotografia: Carlos Manuel Martins/Global Imagens

À Reuters, o ministro da Economia considera a venda de participações de Isabel dos Santos em empresas portuguesas como um "bom passo".

A decisão de Isabel dos Santos de vender os investimentos em empresas portuguesas é vista como um “bom passo” por Pedro Siza Vieira, ministro da Economia. Em entrevista à agência Reuters, o ministro refere que a venda de participações evitaria danos reputacionais.

Após a revelação dos documentos Luanda Leaks, a empresária angolana foi constituída arguida por suposta má gestão e apropriação de fundos, enquanto desempenhou funções na petrolífera angolana Sonangol. Ao longo das últimas semanas, a empresária iniciou processos de vendas das participações que detém no banco Eurobic, onde é dona de 42,5%, e na Efacec, onde conta com 65% do capital.

Além da participação no Eurobic e na Efacec, Isabel dos Santos tem ainda participações na petrolífera Galp e no operador de telecomunicações NOS.

“Acho que esse é um bom passo, porque queremos evitar qualquer dano reputacional na actividade dessas empresas”, disse o ministro da Economia Pedro Siza Vieira, em entrevista à Reuters. O ministro acrescentou ainda que as investigações judiciais têm de seguir o seu curso.

“Se olhar para o impacto, que é adverso, sobre as origens do dinheiro de Isabel dos Santos – que ainda têm de ser provadas – os danos à reputação das empresas portuguesas podem ser significativos. Portanto, a vontade dela de alienar rapidamente é útil neste contexto… [isso] significa que o dano à reputação pode ser diminuído e, espero, totalmente evitado”, avançou Pedro Siza Vieira, durante a entrevista à agência.

“A sociedade tornou-se mais intolerante com a corrupção, com a falta de transparência, a evasão fiscal”, afirmou Siza Vieira. “Não desejo supor ou concluir que algo disso tenha acontecido nestes casos particulares”, destacou à Reuters.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
A Poveira, conserveira. Fotografia: Rui Oliveira / Global Imagens

Procura de bens essenciais dispara e fábricas reforçam produção ao limite

Fotografia: Regis Duvignau/Reuters

Quase 32 mil empresas recorrem ao lay-off. 552 mil trabalhadores em casa

coronavírus em Portugal (covid-19) corona vírus

266 mortos e 10 524 casos confirmados de covid-19 em Portugal

Venda de posições de Isabel dos Santos em empresas portuguesas é “bom passo”