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Vendas das lojas recuam 36,8% em julho. Em Lisboa a quebra é superior

Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A restauração continua a ser o setor mais afetado, com a descida das vendas a registar 49,1%, o sector de retalho 34,3% e o sector de serviços 38,5%.

As vendas das lojas registaram uma quebra de 36,8% em julho, uma melhoria face a junho, mas em Lisboa o recuo das vendas acentuou-se e está acima da média nacional, com a restauração a ser o sector mais afetado, de acordo com os dados do Observatório da Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR).

“O cenário continua bastante negro. Esperávamos nesta fase melhores resultados. Caminhamos para um ano desastroso para o setor”, diz Miguel Pina Martins, Presidente da AMRR. “Continuamos a investir nas ações de promoção de vendas para contrariar este cenário. Todos os lojistas, tanto os de rua como os dos Centros Comerciais, têm feito um esforço enorme nesse sentido”, afirma citado em nota de imprensa.

Em julho, as vendas registaram uma queda de 36,8% face ao ano passado, mas ainda assim uma melhoria face aos 40% assinaladas em junho, contudo em Lisboa essa evolução positiva não se fez sentir: caiu 42,8%, tendo piorado em 0,3 pontos percentuais em relação à quebra de junho, de acordo com os dados do Observatório, com base nos dados em mais de 2.500 lojas de associados da AMRR, de norte a sul do país.

As descidas foram mais acentuadas nas lojas de rua (37,4%), com as nos centros comerciais a recuar 36,5%.

Nas vendas das lojas de centros comerciais a quebra do mês de julho foi de 36,5% face a julho do ano passado, enquanto nas lojas de rua as quebras se situam nos 37,4%.

A restauração continua a ser o setor mais afetado, com a descida das vendas a registar 49,1%, o sector de retalho 34,3% e o sector de serviços 38,5%.

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