Habitação

Venderam-se mais 79 casas por dia até junho, 7 novas

( Gustavo Bom / Global Imagens )
( Gustavo Bom / Global Imagens )

Não falta procura, mas aumento da oferta de casas novas no mercado poderá fazer abrandar os preços.

Está a chegar nova habitação ao mercado e a engrossar os números das frações vendidas em todo o país. No primeiro semestre deste ano, venderam-se em média 477 casas por dia, mais 79 do que no mesmo período do ano anterior. Dessas, sete eram frações prontas a estrear.

Até junho, venderam-se mais de 86 mil habitações, numa subida de cerca de 20%, segundo dados divulgados na última sexta-feira pelo pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). As vendas dos primeiros seis meses do ano superam o número de transações em todo o ano de 2012, ou em cada um dos anos completos de 2013 e 2014.

A procura continua forte. Mas, se na habitação usada o aumento foi de 21%, a compra de casas novas esteve a crescer até junho 10,7%, representando mais de um décimo das frações que mudaram de mãos. Isolado o segundo trimestre, a compra de casas novas cresceu 17,5%, contra uma subida de 4% até março.

As transações seguem o reforço da oferta. Segundo dados da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas, em junho, o número de novas licenças para habitação crescia 20,7%.

Já os preços dão sinais de abrandar. Cresciam 11,2% no segundo trimestre – 1 ponto percentual abaixo do crescimento registado até março, nos dados do INE. É a primeira quebra homóloga do índice de preços da habitação desde o último trimestre de 2016.

Nas casas usadas, a subida do índice foi de 12,6% e nas casas a estrear os preços aumentaram 6,2% – ambos os crescimentos foram também inferiores aos dos trimestre anterior.

Ainda será cedo para dizer como vai reagir o mercado à entrada de casas recém-construídas em quantidade que já se começa a evidenciar. Mas há quem acredite que a tendência de desaceleração de preços é para continuar.

“Os preços continuam a um ritmo de crescimento elevado, sendo previsível que ocorra um abrandamento desse ritmo com a entrada no mercado da habitação nova em construção”, afirma Joaquim Montezuma de Carvalho, da consultora ImoEcnometrics,

O economista junta que é de esperar também um crescimento de preços mais lento em Lisboa, em correlação com o que começa a suceder na habitação das grandes capitais próximas.

“Começa-se a observar um abrandamento do crescimento dos preços de habitação em várias cidades [europeias ], sendo expectável que esse abrandamento também venha a ocorrer em Lisboa”, diz. Mas isso “não significa isto que os preços de habitação em Lisboa venham a registar uma descida em 2019”.

Segundo os dados do INE, o valor das transações na capital cresceu no segundo trimestre em linha com a variação nacional, à semelhança da região centro. Todas as outras regiões estiveram acima da média nacional. E o norte foi onde as subidas dos valores das frações transacionadas foram maiores, de 39,2%

Com a procura a crescer 20% na primeira metade do ano, a subida nacional média de vendas no segundo trimestre foi maior, de 23,7%, e todas as regiões registaram máximos trimestrais de vendas, assinala o INE. O maior aumento ocorreu nos Açores (32,3%), seguidos do Alentejo (30,7%) e da região Centro (26,2). Norte e a área metropolitana de Lisboa estiveram em linha com a média do país.

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