Venderam-se menos livros na pandemia. Compras recuam 28,3% até junho

A arte subtil de saber dizer que se f*da, de Mark Manson, liderou as listas em Portugal e no Brasil durante o primeiro semestre, diz a GfK Portugal.

A venda de livros em Portugal recuou 28,3% até junho, uma queda devido à pandemia do novo coronavírus. É a maior descida percentual no semestre dos sete países europeus e Brasil, analisados pela empresa de estudos de mercado GfK.

Antes da pandemia, Portugal as vendas de livros subiam 1% e em Espanha cresciam 3%, registando-se apenas uma ligeira quebra em Itália (-0,3%). Mas com o eclodir da pandemia e o fecho das lojas, as vendas de livros tiveram uma descida repentina, não tendo as compras online compensado a perda registada.

O confinamento e o encerramento de muitas lojas resultaram na quebra abrupta das vendas em quase dois terços em Portugal, metade em Espanha e um terço em Itália, sendo que o consumo online foi insuficiente para compensar estas perdas.

No mercado as vendas recuaram assim quase um terço nos primeiros seis meses do ano, com Espanha a cair 18,4%, Itália 10,1% e no Brasil 12,8%. A Suíça registou perdas de 4,4%, tendo na região da Flandres na Bélgica e na Holanda cresceram 1,6% e 4,2%, respetivamente, apesar das perdas temporárias, destaca a GfK Portugal em nota de imprensa.

"Os únicos géneros de livros que registaram um aumento de vendas durante o confinamento foram os home-learning com uma grande procura em França (aumento de 62%) e Espanha (aumento de 134%). Houve também uma maior procura por E-books, nomeadamente em Espanha, onde as vendas triplicaram", destaca a GfK. "No final do confinamento, os livros de ficção e livros para crianças foram muito procurados, e, em França, por exemplo, as vendas de literatura aumentaram 32%, os livros infantojuvenis subiram 27% e os de comics e mangas aumentaram 25%."

Depois do desconfinamento, e abertura das lojas as vendas de livros subiram, como é o caso de Itália (+13,5%), enquanto no Brasil, "que ainda se encontra com restrições muito apertadas, registar uma queda de 25,9% desde o início do confinamento."

Nos tops dos livros mais vendidos no primeiro semestre a obra A arte subtil de saber dizer que se f*da, de Mark Manson, liderou as listas em Portugal e no Brasil. Mas por norma, nos mercados analisados, encontram-se entre os mais vendidos, principalmente, autores locais, como Guillaume Musso, Raul Minh'alma ou Juan Gómez-Jurado.

Biografias como Becoming, de Michelle Obama, e Apropos of Nothing, de Woody Allen, estão no Top 4 das vendas em França e em Itália. As vendas de Yuval Noah Harari, Uma breve história da humanidade, são elevadas na Suíça e em Espanha.

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