Venezuela

Venezuela: Libertado jornalista da Telemundo, dado como desaparecido em Caracas

Presidente da Venezuela, antes de discursar na 73ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA). 26 de setembro de 2018.  REUTERS/Eduardo Munoz
Presidente da Venezuela, antes de discursar na 73ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA). 26 de setembro de 2018. REUTERS/Eduardo Munoz

Um jornalista da Telemundo, dado como desaparecido na terça-feira, foi libertado depois de ter ficado detido durante oito horas, anunciou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP).

“Daniel Garrido, repórter da Telemundo News, reapareceu ao fim de oito horas e depois de ter estado incomunicável, por ter sido sequestrado por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência [SEBIN, serviços secretos venezuelanos], indicou o SNTP na conta da rede social Twitter.

O SNTP acrescentou que Garrido “foi libertado por funcionários do SEBIN na Cota Mil”, a autoestrada que une, pelo norte, o leste com o centro de Caracas.

O jornalista da estação de televisão norte-americana Telemundo foi dado como desaparecido pelo SNTP depois de ter fotografado o exterior do hotel onde se encontrava uma equipa da Univisón, que na segunda-feira esteve detida depois de fazer perguntas incómodas no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

“Daniel Garrido, repórter do Telemundo News, está desaparecido desde as 07:00 (11:00 em Lisboa), quando registou em fotografias a presença do Serviço Bolivariano de Inteligência, no exterior do hotel em que se encontrava a equipa de Univisión expulsa”, explicou na terça-feira o SNTP, também através do Twitter.

O sindicato publicou ainda uma fotografia do hotel, onde no exterior se vê uma viatura preta do SEBIN, acompanha pela mensagem “esta é a última foto enviada por ele (Daniel Garrido)”.

A Telemundo é uma cadeia de televisão norte-americana, que transmite em idioma castelhano, principal concorrente, na mesma língua, da Univisión.

“Nos primeiros dois meses de 2019, registaram-se pelo menos 30 detenções de jornalistas e trabalhadores da imprensa”, disse o SNTP.

Na terça-feira, as autoridades venezuelanas expulsaram cinco de sete membros de uma equipa de jornalistas do canal de televisão norte-americano Univisión que esteve detida, na segunda-feira, durante três horas, no palácio presidencial de Miraflores, segundo o SNTP.

A equipa foi detida, “dentro de Miraflores, depois de entrevistarem” o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a quem terão feito “perguntas incómodas”, indicou o SNTP. O material da equipa foi confiscado, acrescentou.

A detenção foi confirmada pela Univisión, que divulgou na terça-feira imagens de um vídeo gravado pela equipa, com pessoas a alimentarem-se do lixo, o que terá, alegadamente, incomodado Maduro.

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