Comércio eletrónico

Viagens, livros? O que compram online os portugueses está a mudar

25. Vendedor do eBay e outros serviços se compras online

O ano passado portugueses compraram mais refeições entregues ao domicílio. Categoria cresceu 9%.

Se tem acesso à internet há fortes probabilidades de já ter feito, pelo menos, uma compra online o ano passado. Viagens, moda e bilhetes para eventos foi o que os portugueses mais compraram, mas foram as entregas de comida ao domicílio a categoria que mais cresceu o ano passado: 9%.

De acordo com a Nielsen, 94% dos portugueses com acesso à Internet fizeram pelo menos uma compra online. Um consumidor cujo perfil de compra está a mudar. “Num cenário de crescente confiança e de recuperação do consumo, a Nielsen tem vindo a observar uma maior procura por soluções que ofereçam uma maior qualidade de vida e mais tempo para atividades de lazer. Com efeito, também no e-commerce verificamos esta tendência, com as soluções de conveniência (como a entrega de refeições) e de lazer (como as viagens) a crescerem de uma forma muito notória”, diz Mafalda Silva Ferreira, client development senior da Nielsen, citada em nota de imprensa.

Viagens (61% das compras), produtos de moda (53%), bilhetes para eventos (46%), produtos de papelaria (46%) e produtos tecnológicos (43%) são as categorias de produtos mais procuradas pelos portugueses online o ano passado.

Compra de refeições para entrega ao domicílio, que representa 26% das compras, foi a categoria que mais cresceu: 9% em relação a 2017. Situação a que não será alheia, certamente, ao surgimento e expansão geográfica de serviços de entrega ao domicílio como a Glovo, Uber Eats ou a SendEat.

Viagens (+6%) e mobília, decoração e ferramentas (+4%) e bilhetes para eventos, mercearia embalada com 3% cada, respetivamente, são as categorias que mais cresceram o ano passado face a 2017.

Leia ainda: Já pode comprar online lá fora como se estivesse cá dentro

Resultados que revelam “que os consumidores estão mais disponíveis para a compra online de produtos de mercearia quando lhes são oferecidas determinadas opções de compra e garantias de qualidade”, diz a Nielsen. Quais? A possibilidade de devolução caso os produtos não cumpram o pretendido (51%), a substituição de artigos no próprio dia (42%) e no serviço de entrega gratuita (42%).

“A oportunidade do e-commerce em Portugal existe e é real também para os bens de grande consumo. O desafio para marcas e retalhistas é exatamente ir ao encontro das necessidades e missões de compra do shopper, desenvolvendo uma oferta específica para a compra online, com base na segurança, no sortido, na conveniência e na simplicidade”, diz.

Grandes cadeias de distribuição têm vindo a apostar em serviços de vendas online com entregas ao domicilio. O Continente, por exemplo, além de ter sido um das cadeias de hipermercados pioneira na venda de produtos alimentares online, tem vindo a realizar pilotos na zona norte e, mais recentemente, em Lisboa, com parceiros externos que garantem serviços de entregas rápidas ao domicílio.

O Pingo Doce, por seu turno, tem produto disponível para entregas rápidas no marketplace Mercadão e, a cadeia Dia tem um piloto na área do comércio online no Mercado de Santos, em Lisboa.

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