Viajar pelo mundo e fazer fortuna? Sim, é possível

Ward visitou todos os países do mundo e, em quatro anos, ganhou 1,5 milhões de dólares. Tudo começou com um blog.

Johnny Ward nasceu na Irlanda e cresceu sem pai, numa família pobre e com ajuda da segurança social, mas sempre sonhou viajar pelo mundo. Assim que terminou a licenciatura - 12 horas depois, concretamente - partiu para nunca mais voltar. Foi em 2006 que deu o primeiro passo para concretizar o sonho. “Daí fui improvisando”, contou ao Dinheiro Vivo. Deu aulas de inglês na Tailândia e começou por explorar o sudeste asiático, de mochila às costas e durante dois anos, com um orçamento diário que não ultrapassava os 13 euros.

Quando o dinheiro acabou, em 2009, decidiu criar o blog de viagens OneStep4Ward: “Começou por render 500 dólares por mês, depois mil, dois mil, cinco mil”, contou. Investiu esse dinheiro na criação de outros blogs e na compra de sites. Não tardou até que o blog se transformasse na empresa de marketing digital Step4Ward Media. E o melhor é que consegue trabalhar a partir de qualquer lugar do mundo.

Em 2011, já contava com 49 países no passaporte. E “depois de anos falido”, tinha um rendimento. “A partir daí soube que podia visitar todos os países do mundo. Tinha vontade, tempo e dinheiro”. Passou perto de três semanas em cada país e, no total, demorou dez anos a cumprir este objetivo. E o negócio ia de vento em popa. “Investi 150 mil dólares numa carteira de ações, comprei uma casa em Bangkok, na Tailândia, no valor de 170 mil dólares, uma em Londres, por 500 mil, e outra nos arredores, em Slough, por 400 mil. Agora vou comprar mais uma fora de Londres, por 350 mil.”

Em quatro anos, ganhou 1,5 milhões de dólares. A natureza economizadora ajuda: “Gasto o mínimo possível. Apenas nos últimos 18 meses me comecei a acostumar a ter dinheiro suficiente para fazer coisas mais agradáveis. Não é natural para mim desperdiçar dinheiro. Crescer num ambiente humilde fez com que seja muito cuidadoso com os gastos.”

Segundo os especialistas em marketing, é possível seguir o modelo de Ward. Mas dá trabalho e exige dedicação. Miguel Figueiredo, especialista em marketing digital, diz que “há muitas histórias destas”, mas sublinha que, para o sucesso de Ward contribuiu o facto de a temática do blog ser capaz de “captar uma audiência suficientemente grande para ser interessante” e de chamar a atenção de marcas com orçamento para investir. Como principais recomendações aconselha que se “fuja ao genérico”. O melhor é “escolher uma temática muito específica”, capaz de captar a atenção de uma comunidade e de provocar reações. Escrever em inglês “alarga o potencial de conquista de audiência” e “olhar para a concorrência” permite ao blogger diferenciar-se e destacar-se.

Carolina Afonso e Sandra Alvarez, especialistas em marketing e autoras do livro Ser Blogger, garantem também que “é perfeitamente possível” escalar a este nível. A característica mais importante que um blogger deve ter, dizem, é a resiliência. No caso de Ward, “o gosto genuíno pelas viagens foi uma condição, se não a principal, para fazer com que o blog pudesse ser colocado noutro patamar.” Chamam-lhe “paixão”.

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