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Vieira da Silva diz que greve dos camionistas é “dificilmente compreensível”

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, discursa durante a apresentação de relatório sobre os 45 anos do salário mínimo nacional, em Lisboa, 24 de julho de 2019. NUNO FOX/LUSA
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, discursa durante a apresentação de relatório sobre os 45 anos do salário mínimo nacional, em Lisboa, 24 de julho de 2019. NUNO FOX/LUSA

O ministro do Trabalho lembra que governo tem a última palavra sobre serviços mínimos em caso de ausência de acordo e critica posição dos sindicatos.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social acredita que a greve dos motoristas de matérias perigosas marcada para o dia 12 de agosto “cria uma situação dificilmente compreensível.”

“Hoje é muito claro para a maioria dos portugueses que o conflito laboral que uma parte dos sindicatos desse setor decidiu marcar para 12 de agosto, por relação a divergências salariais para o ano de 2021 e 2022, cria uma situação dificilmente compreensível”, afirmou José António Vieira da Silva, em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do relatório “Salário Mínimo Nacional – 45 anos depois”, esta quarta-feira em Lisboa.

O ministro do Trabalho reconhece que existam, neste tipo de processos, “conflitos e greves, quando se está a discutir o contrato coletivo para os próximos meses”, mas acrescenta que não é o caso “quando aparentemente há acordo para 2019/20, desencadeando uma greve com consequências muito pesadas para a economia portuguesa, para a generalidade dos portugueses, tendo em atenção o momento do ano em que vivemos.”

Vieira da Silva pede, por isso, “uma reflexão muito profunda”, sublinhando que “o que está em causa é também a credibilidade do movimento sindical”, afirmou numa altura em que ainda decorriam as negociações para a definição de serviços mínimos da greve de 12 de agosto.

Governo tem última palavra

Sindicatos e patrões estão ainda (15h15) reunidos no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa para definirem os serviços mínimos. À entrada as posições estavam ainda extremadas, com os sindicatos a proporem serviços mínimos de 25% em todo o território nacional, enquanto na greve de abril eram de 40% apenas em Lisboa e Porto.

Vieira da Silva recusou avançar um valor que considerasse razoável para os serviços mínimos para “não condicionar o debate”, mas lembrou que a “palavra final é mesmo do governo em caso de ausência de acordo.”

O ministro sublinhou que o executivo está a acompanhar “com toda a atenção essa negociação”, esperando que as partes cheguem a acordo. “É sempre desejável que exista acordo. É o que a lei diz”, afirmou.

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