Vieira da Silva: Remodelação “foi um remendo”

Vieira da Silva, presidente da CCP
Vieira da Silva, presidente da CCP

Vieira da Silva classifica de “remendo” a remodelação governamental de Passos Coelho e diz, numa entrevista ao Diário Económico em parceria com a Antena 1, que o principal problema do Governo é a liderança da coligação.

“Não se trata tanto de pessoas, trata-se de confiança na capacidade em fazer alguma mudança na orientação política” responde o ex-ministro da Economia quando questionado sobre uma remodelação mais profunda.

Apontando a liderança da coligação como o problema, Vieira da Silva não descura a importância dos ministros. “Não quero retomar a filosofia do professor Cavaco Silva que tinha uma visão que os secretários de Estado eram ajudantes dos ministros e estes, de alguma forma, eram ajudantes do primeiro-ministro”. “Mas julgo que sem um cimento forte, sem uma liderança forte um Governo não tem solidez”, acrescenta o ex-ministro.

Vieira da Silva afirma ainda que “o que aconteceu ontem foi um atestado, certificado pelo sr. primeiro-ministro, que não tinha capacidade de levar a cabo a remodelação de que se fala e que o CDS exige” e acrescenta que é preciso esperar par “ver como é que o CDS vai responder àquilo que chamei ‘um remendo'”.

Com a substituição de Miguel Relvas, Vieira da Silva disse terem sido “tapados” uns furos mas que não “muda nada de substancial”. Aliás, na opinião do ex-ministro, há agora um conjunto de dúvidas sobre a organização do Governo, “nomeadamente pelo facto de se ter criado um super- ministério, com várias competências”.

O ex-ministro da Economia não crê, no entanto, que a mudança do seu sucessor, Álvaro Santos Pereira, faria diferença porque “o que se passa com a economia portuguesa não é tanto da responsabilidade ou da capacidade do ministério que tem esse nome mas de um conjunto de factores onde cada vez é mais determinante a questão das finanças públicas e a gestão da política económica-financeira”.

Vieira da Silva criticou ainda a governação por ser permeável e por deixar que o que se passa em Conselho de Ministros passe para a comunicação social. “Estou a falar de Marques Mendes. Não estou a criticar o que ele faz, o que estou a criticar é a governação que permite que aquilo aconteça”.

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