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Vilamoura investe 12 milhões na expansão da marina

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Existem condições únicas para se tornar o refúgio do século XXI. Marina prepara-se para receber barcos até 60 metros.

Destacar Vilamoura como destino turístico e residencial único, sustentável e adaptado ao século XXI. É este o objetivo assumido pela Vilamoura World, empresa detida por fundos da Lone Star (dona do Novo Banco). A estância algarvia apresenta-se como uma resposta aos anseios provocados pela pandemia do novo coronavírus: Natureza a dois passos, baixa densidade populacional, projetos habitacionais de luxo e múltiplos serviços. Rob Jenner, que assumiu em outubro os comandos da empresa, prepara-se para realizar um investimento de 12 milhões de euros na expansão da marina, a primeira a ser construída no país e a de maior dimensão. O plano de desenvolvimento para Vilamoura integra um investimento global que pode chegar aos 850 milhões.

A marina vai passar a dispor de mais 50 postos de amarração, a somar aos 825 existentes, para receber barcos com mais de 20 metros de comprimento e um máximo de 60 metros, e captar assim um nicho de mercado de luxo. O projeto integra também a construção de uma nova zona de retalho e restauração. As obras deverão arrancar em 2021, mas já há lista de espera para os futuros postos de amarração. O objetivo é dar uma nova vida à infraestrutura náutica e posicioná-la para concorrer em pé de igualdade com os portos de recreio da Croácia, de Montenegro ou da Turquia. “Este projeto é muito importante. Os outros países estão a investir para captar turistas de um segmento mais elevado. Vai ser uma luta brutal.”

Uptown Vilamoura

Desde o início da atividade, em 1974, a marina conheceu poucas melhorias e são os barcos a motor que predominam nos postos de amarração. Em Vilamoura, 70% da infraestrutura marítima é ocupada por barcos a motor e os restantes 30% por iates e barcos à vela. “À volta do mundo é exatamente o contrário”, sublinha Jenner, que gostaria de inverter o rácio. “Já temos seis clientes, com barcos de mais de 25 metros de comprimento à espera de poder atracar em Vilamoura.”

As obras de expansão da marina deverão estender-se por um prazo de 18 meses, sendo que ainda faltam as necessárias aprovações do Ministério da Defesa e Docapesca, entre outras entidades. Já a nova área de restauração e comércio deve estar concluída em nove meses.

Central Vilamoura

O projeto para o porto náutico é também uma âncora para atrair clientes para as novas moradias e apartamentos que estão planeadas para região. Nas mãos da Vilamoura World estão 350 mil metros quadrados com potencial de construção. Rob Jenner admite que serão necessários 200 milhões de euros, a que soma os 650 milhões previstos para o grande projeto Cidade Lacustre, para transformar Vilamoura num destino adaptado às exigências do século XXI. Mas a Cidade Lacustre, um plano imobiliário que integra residências, camas turísticas, restaurantes e lagos – também designado de Vilamoura Lakes – e que tem levantado ondas de contestação na zona, está a ser alvo de reformulação, o que deverá conduzir a uma revisão em baixa do investimento, diz o gestor. “É um investimento significativo para Portugal e para o Algarve, há muitas preocupações com este projeto”, sublinha.

Rob Jenner frisa que o objetivo para Vilamoura é desenvolver um plano onde a sustentabilidade seja a marca. Na sua opinião, o futuro de Vilamoura irá passar pelos millennials, uma geração com uma nova filosofia de vida e preocupações ambientais vincadas. No entanto, lembra, a Vilamoura World é a responsável pelo desenvolvimento do masterplan, mas isso não significa que será a única promotora.

A Vilamoura World está atualmente a desenvolver três projetos imobiliários na estância balnear. Para já, está prestes a entregar as primeiras moradias do último grande projeto no coração de Vilamoura, o Central, que prevê a edificação de 80 unidades entre V2, V3 e V4. Segundo Miguel Palmeiro, diretor comercial, já foram comercializadas 25 vivendas, das 41 que integram a primeira fase, que serão entregues em setembro. Com um preço de arranque de 630 mil euros, este empreendimento de luxo captou o interesse de portugueses (30% dos compradores) e clientes de origens tão distintas como Arábia Saudita, Hong Kong, Rússia ou Canadá.

Também em fase adiantada de construção está o Uptown. Para Palmeiro, este projeto imobiliário reúne condições ímpares dadas as valências residencial, turística e comercial que agrega, podendo ser visto como resposta aos anseios que a pandemia despertou. “Nas conversas no período de confinamento viu-se que as casas estão no centro das preocupações das famílias” e Vilamoura responde a esses dilemas: baixa densidade populacional (10 mil habitantes), parque ambiental com 170 hectares, centro equestre, quilómetros de ciclovias, história e tradições, praias, campos de golfe e uma escola internacional.

Nesta primeira fase, o projeto integra 31 habitações, das quais 17 foram já vendidas, que deverão estar prontas para entrega no fim do ano. Com a covid-19 o ritmo de visitas estagnou, mas a fase de desconfinamento já elevou a procura. O plano do Uptown engloba, para já, a edificação de 134 unidades residenciais (vivendas e apartamentos). O preço mínimo ronda os 400 mil euros, apresentando-se como “uma proposta muito atrativa para clientes internacionais e nacionais”.

A Vilamoura World tem ainda em comercialização 23 lotes, cada um com dimensão média de 2500m2, em que é dada a possibilidade ao cliente de construir a sua casa de sonho ou optar por um projeto chave na mão, onde a sustentabilidade ambiental é palavra de ordem. Este empreendimento, designado de Quintinhas, visa conferir ao futuro habitante “um sentimento de campo a 15 minutos da praia”, diz Miguel Palmeiro.

Destino de luxo, Vilamoura continua a atrair muitos portugueses e estrangeiros, mas poucos vistos gold. Apenas quatro casas foram comercializadas ao abrigo deste regime. Ainda assim, visto gold e regime de residente não habitual “são muito importantes. Não são vitais, mas trazem investimento”.

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