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Vistos gold captam cinco mil milhões em sete anos

Foto: D.R.
Foto: D.R.

Em outubro, o investimento foi de 59,9 milhões, uma quebra de 19% em termos homólogos.

O investimento através dos vistos gold captou, ao fim de sete anos, 4,9 mil milhões de euros, com a compra de imóveis a representar 90%, segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Mas o programa já começou a dar sinais de abrandamento.

Em outubro, o investimento total proveniente de Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) atingiu 59,9 milhões, um recuo de 19% em termos homólogos (74,2 milhões). Relativamente a setembro, quando o investimento foi de 48,4 milhões de euros, este subiu 23,7%.

Do total do investimento captado em outubro, 54,7 milhões de euros correspondem à compra de bens imóveis e 5,1 milhões de euros provém do requisito de transferência de capitais. Em outubro foram atribuídos 101 vistos gold, dos quais 96 por via da compra de imóveis e cinco por transferência de capitais. Do total de vistos ‘dourados’ concedidos com a compra de imóveis, 12 corresponderam à aquisição como objetivo de reabilitação urbana.

Nos primeiros 10 meses do ano, o investimento totalizou 661 milhões, menos 0,8% do que em igual período de 2018.

Imóveis na frente
Lançadas em outubro de 2012, as ARI captaram ao fim de sete anos quase cinco mil milhões de euros (4,9 mil milhões), com a aquisição de imóveis a somar 4,4 mil milhões. Os vistos “dourados” atribuídos por via da transferência de capital ascendem, ao fim deste tempo, a mais de 477 milhões.

Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento, foram atribuídos 8.061 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018 e 1.099 em 2019.

Até outubro último, em termos acumulados, foram atribuídos 7.594 vistos gold por via da compra de imóveis, dos quais 422 tendo em vista a reabilitação urbana. Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos totalizam 450 e foram atribuídos 17 por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

A China lidera a atribuição de vistos (4.424), seguida do Brasil (844), Turquia (370), África do Sul (318) e Rússia (290).

Desde o início do programa foram atribuídas 13.756 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 1.941 este ano.

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