Autorizações de residência

Vistos gold. Setembro trouxe investimento de 48,5 milhões

Foto: Fábio Poço/Global Imagens
Foto: Fábio Poço/Global Imagens

O investimento captado totalizou 601,5 milhões de euros até setembro, mais 1% que um ano antes.

O investimento total proveniente de Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) ou vistos gold ascendeu em setembro a 48,5 milhões de euros, uma subida de 29,7% face ao registado em igual mês de 2018 (37 milhões de euros), apontam as estatísticas do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Já comparando com agosto, quando o investimento foi de 82,5 milhões de euros, este registou um recuo de 41%.

Do total do investimento captado em setembro, 41 milhões de euros correspondem à compra de bens imóveis e os restantes 7,4 milhões provêm do requisito de transferência de capitais. No mês passado, foram atribuídos 75 vistos ‘gold’, dos quais 67 por via do requisito da aquisição de bens imóveis e oito por via da transferência de capitais. Do total de vistos concedidos com a compra de imóveis, 23 corresponderam à aquisição com o objetivo de reabilitação urbana.

Nos primeiros nove meses do ano, o investimento captado totalizou 601,5 milhões de euros, mais 1% que um ano antes.

Em quase sete anos – o programa ARI foi lançado em outubro de 2012 –, o investimento acumulado até setembro totalizou 4.851 milhões euros, com a aquisição de imóveis a somar 4.378 milhões de euros. Os vistos “dourados” atribuídos por via da transferência de capital ascendem a 472.507.913,8 euros.

Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento, foram atribuídos 7.960 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018 e 998 em 2019.

Até setembro último, em termos acumulados, foram atribuídos 7.498 vistos gold por via da compra de imóveis, dos quais 410 tendo em vista a reabilitação urbana. Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos totalizam 445 e foram atribuídos 17 por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.396), seguida do Brasil (829), Turquia (366), África do Sul (314) e Rússia (283).

Desde o início do programa foram atribuídas 13.551 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 1.736 este ano.

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