Pedro Passos Coelho

Vítor Gaspar nega divergências entre Passos Coelho e Portas sobre Eurobonds

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, garantiu hoje não existir no Governo qualquer divergência de posição sobre a questão dos Eurobonds (títulos de dívida pública emitidos em conjunto pelos 17 países da zona euro), nomeadamente entre Passos Coelho e Paulo Portas.

“Eu estou na posição confortável de poder negar a dicotomia do ministro dos Negócios Estrangeiros com o primeiro-ministro afirmada pelo deputado Pedro Silva Pereira, e não tenho qualquer dificuldade em fazê-lo porque tive o privilégio de discutir esta matéria com ambos”, disse o ministro, em resposta às questões do deputado socialista e ex-ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.

Após rever as declarações de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, públicas, sobre o assunto, Vítor Gaspar disse que a seu ver não existia qualquer divergência.

“Na minha interpretação, todas estas afirmações são integralmente compatíveis e traduzem a posição do Governo nessa matéria. Como consequência é completamente falso que este Governo não tem posição sobre as questões europeias”, disse.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro português e a chanceler alemã mostraram em Berlim grande sintonia de posições sobre o que deve ser feito para combater a crise na Zona Euro, incluindo na questão da emissão de Eurobonds, que Berlim rejeita terminantemente.

Já no passado dia 25, Augusto Santos Silva (PS) questionou, durante uma comissão no Parlamento, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, sobre qual a posição do Governo relativamente à emissão de Eurobonds, tendo Paulo Portas salientando ser favorável a essa medida para a resolução do problema das dívidas soberanas.

Todavia, salientou tratar-se de uma opinião pessoal, não respondendo directamente à pergunta do deputado socialista.

Paulo Portas insiste que Eurobonds são “ideia interessante”

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, reafirmou hoje que considera os Eurobonds “uma ideia interessante”, negando qualquer divergência nessa matéria com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

“Não vejo nenhuma diferença de fundo entre o que eu afirmei, pelo Governo, e o que disse ontem o primeiro-ministro”, declarou Paulo Portas aos jornalistas, à margem de uma reunião informal dos chefes da diplomacia dos 27, em Sopot, junto a Gdansk, na Polónia.

“Eu, como português, obviamente estou interessado na ideia dos Eurobonds. Admito que, se fosse alemão, teria algumas dúvidas”, acrescentou o ministro.

“Como somos todos europeus, temos que fazer todos um esforço”, explicou Paulo Portas, respondendo a uma questão sobre as declarações de Pedro Passos Coelho após um encontro com a chanceler Angela Merkel, em Berlim, na quinta-feira.

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