Indústria

Volume de negócios na indústria diminuiu 11,7% em junho

Fábrica PSA Mangualde
Fotografia: Paulo Novais/Lusa Fábrica PSA Mangualde

Os mercados nacional e externo tiveram quedas “menos negativas” que as registadas em maio, sendo “mais intensa a melhoria no mercado externo”.

O índice de volume de negócios na indústria caiu, em termos homólogos, 11,7% em junho, destacando-se um decréscimo 15,1% no indicador relativo ao mercado externo, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em comunicado, a entidade revela que, em termos homólogos e nominais, o índice de volume de negócios na indústria apresentou uma queda 11,7% em junho, “recuperando 19,2 pontos percentuais face ao mês anterior”.

A mesma nota detalha que ambos os mercados (nacional e externo) tiveram quedas “menos negativas” que as registadas no mês de maio, sendo “mais intensa a melhoria no mercado externo”.

Os índices relativos ao mercado nacional e ao mercado externo diminuíram 9,2% e 15,1%, contra quedas de 23,3% e 41,3% em maio, respetivamente, salienta o INE.

De acordo com o instituto, foi a energia a que teve a quebra homóloga mais intensa (-19,0%), registando o contributo mais negativo para a queda do índice global (-4,0 pontos percentuais (p.p.)), logo seguidos dos bens intermédios com um contributo de -3,8 p.p., originado pela quebra de 11,4%, face a uma diminuição 26,4% em maio.

Já os bens de investimento passaram de uma queda de 41,5% em maio para uma diminuição de 14,4% em junho, tendo contribuído com -2,5 p.p. para a quebra do índice total, segundo a nota do INE.

Por sua vez, os bens de consumo denotaram um contributo negativo em 1,3 p.p., em resultado da queda homóloga observada de 4,6%, que representa uma recuperação de 22,3 p.p. face ao mês de maio.

Em termos mensais, as vendas na indústria tiveram registaram um aumento de 12,3% em junho, quando tiveram uma queda de 12,2% em igual mês de 2019.

O INE refere ainda que no segundo trimestre deste ano, a diminuição homóloga das vendas na indústria foi de -25,7%, contra -3,8% no trimestre anterior.

O emprego, as remunerações e as horas trabalhadas denotaram quedas homólogas de -2,9%, -2,7% e -9,5%, contra diminuições de -3,5%, – 6,0% e -21,4% no mês de maio, pela mesma ordem.

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