Von der Leyen quer lei que vise "lucros escondidos por detrás de empresas de fachada"

Presidente da Comissão Europeia apresentou discurso do Estado da União, apresentando prioridades para 2022.

A presidente da Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira que o executivo comunitário vai propor um projeto de lei que vise os "lucros escondidos por detrás de empresas de fachada", com o objetivo de lutar contra a fraude e evasão fiscal.

"Na nossa economia social de mercado, é bom que as empresas tenham lucro, mas, se elas tiverem lucro, também se deve à qualidade das nossas infraestruturas, da nossa segurança social e dos nossos sistemas educativos. Por isso, o mínimo é que [as empresas] paguem uma contribuição justa", salientou Ursula von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia falava no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no discurso do Estado da União, onde fez o balanço deste ano e projetou as prioridades para 2022.

Prometendo que a Comissão Europeia irá continuar a "lutar contra a evasão e a fraude fiscal", Von der Leyen anunciou que o executivo irá apresentar um "projeto de lei que vise os lucros dissimulado por detrás de empresas de fachada" e fazer tudo o que for possível para "selar o acordo mundial histórico sobre uma taxa mínima de imposto sobre as empresas".

"Pagar uma quantidade justa de impostos, não é apenas uma questão de política financeira, mas é sobretudo uma questão de igualdade", salientou.

Referindo ainda "todos beneficiaram" com o funcionamento de uma economia social de mercado na União Europeia (UE), Von der Leyen frisou que é preciso garantir que a "próxima geração consegue construir o seu futuro", após ter "sacrificado muito para preservar a segurança dos outros" e anunciou um programa visando esse objetivo.

"A Europa precisa de toda a sua juventude. Temos de motivar aqueles que (...) não têm emprego, que não seguem formações. Para eles, iremos criar um novo programa - ALMA - que irá oferecer a esses jovens a possibilidade de uma experiência profissional temporária noutro Estado-membro" indicou.

Para Von der Leyen, o programa em questão será o equivalente do programa de intercâmbio universitário Erasmus, para que também os jovens desempregados possam "adquirir competências, criar ligações e desenvolver a sua própria identidade europeia".

"Se nós quisermos moldar a União à imagem deles, os jovens também devem conseguir moldar o futuro da Europa, uma União que tem de ter uma alma e uma visão que lhes fale", sublinhou. ´

Nesse sentido, a presidente da Comissão anunciou que irá também propor que o ano de 2022 se torne no "ano da juventude europeia", dedicado a "valorizar os jovens que tanto deram aos outros".

O primeiro discurso do Estado da União foi proferido pelo então presidente da Comissão José Manuel Durão Barroso em 7 de setembro de 2010, uma prática que foi seguida pelo seu sucessor, Jean-Claude Juncker, e pela atual chefe do executivo comunitário.

Ursula Von der Leyen, que tomou posse em 1 de dezembro de 2019, fez a sua primeira intervenção deste género em 16 de setembro de 2020.

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