WannaCry custou 5 milhões às empresas espanholas

Há quatro tipos de prejuízo: perda de informação (39%), interrupção da atividade (36%), perda de receita (20%) e danos aos equipamentos (4%).

O vírus WannaCry, que desde a semana passada afetou mais de 300 mil computadores em todo o mundo, terá custado às empresas espanholas cinco milhões de euros. A estimativa é da Associação Espanhola para o Fomento da Segurança da Informação (ISMS Forum Spain) e é hoje noticiada pelo jornal Expansión.

A associação estima que tenham sido infetados entre cinco mil e dez mil dispositivos. E o custo por equipamento ascende aos 500 euros, enquanto uma infeção "habitual" costuma ter um custo de 200.

A este valor, a ISMS Forum Spain diz que devem ser somados os custos indiretos do ataque, causados pelos tempos de inatividade, pela revisão dos equipamentos e por possíveis crises de reputação, entre outros.

"As consequências de um ciberataque dividem-se, em termos de custos, em quatro categorias principais. A perda de informação (39%), a interrupção da atividade (36%), a perda de receita (20%) e os danos aos equipamentos (4%). No caso do WannaCry, devemos considerar que as consequências para as grandes empresas foram muito limitadas. Todas negaram ter sofrido perdas de informação, nem dos clientes, nem do próprio negócio, o que anula a primeira fonte de custo", disse ao Expansión Pedro López Sáez, diretor do mestrado em Comércio Eletrónico da Universidade Complutense de Madrid.

De acordo com o especialista, também em termos de interrupção da atividade "não houve efeitos a destacar-se". A interrupção terá sido pouco relevante em termos operacionais, "embora o Incibe tenha dado conta da infeção de pelo menos uma dezena de operadores estratégicos", apontou.

No caso da Telefónica, uma das primeiras empresas cujo ataque foi noticiado, o custo de "pedir a 12 mil funcionários que mantenham os computadores desligados durante metade do dia" poderá chegar aos 250 mil euros. "Mas se puderem continuar a trabalhar através de smartphones e tablets, nem sequer alcançaríamos este número", diz Pedro López Sáez.

Possíveis perdas de receita não devem ser consideradas relevantes, diz o especialista, uma vez que "não foram expostos dados nem se interromperam operações".

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