Web Summit: Impacto económico está abaixo do previsto

Menos emprego criado e receitas fiscais muito aquém do previsto, é o que demonstra um novo estudo sobre o impacto económico do evento.

A Web Summit teve um impacto económico abaixo do esperado na economia portuguesa, gerando menos emprego e menos receitas fiscais do que o inicialmente previsto.

Um estudo divulgado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e Transição Digital, atualizou as estimativas para o impacto da realização da Web Summit em Portugal. O documento reviu em baixa as previsões avançadas num estudo anterior de 2018, avança o Jornal de Negócios esta quarta-feira.

Em receitas fiscais, entraram nos cofres do estado menos 86 milhões de euros do que o esperado, entre 2016 e 2019, quando se comparam as previsões do cenário central do primeiro estudo com o estudo mais recente, publicado no dia 29 de outubro.

As primeiras estimativas apontavam para receitas fiscais da ordem 192,8 milhões de euros entre 2016 e 2019. As novas previsões apontam para um valor da ordem dos 106,8 milhões de euros.

Em termos de valor acrescentado bruto, o montante previsto de impacto do evento ficou 213,7 milhões abaixo do previsto. As primeiras estimativas apontavam para um acréscimo de 465,2 milhões de euros em quatro anos, até 2019. Agora, prevê que se tenha ficado pelos 251,1 milhões de euros.

Foram ainda criados menos 2673 empregos no mesmo período. As estimativas iniciais previam que iriam ser criados 9568 empregos naquele período mas o número foi revisto em baixa para 6895.

Ainda assim, o estudo agora publicado conclui que "a Web Summit tem produzido um impacto macroeconómico muito relevante no país, especialmente na cidade de Lisboa, e que esse impacto tem vindo a crescer ano após ano em resultado do crescimento anual do número de participantes".

O estudo, da autoria de Francisco Carballo-Cruz, João Cerejeira e Ana Paula Faria, adianta que "as tecnológicas consideram Portugal um destino atrativo para os seus investimentos e tencionam reforçar a sua capacidade no país nos próximos anos".

O estudo aponta que "não obstante o país tenha boas condições para o acolhimento de investimento em centros, hubs e unidades de inovação e de desenvolvimento tecnológico, o governo deve trabalhar conjuntamente com os atores relevantes para reforçar o seu posicionamento neste mercado e adotar práticas inovadoras e uma atitude mais pró-ativa em matéria de captação de investimento tecnológico".

Os estudos efetuados visam "conhecer os impactos de curto prazo da Web Summit na economia portuguesa". O Gabinete de Estratégia e Estudos, além de ter pedido uma atualização do estudo de impacto macroeconómico realizado em 2018, encomendou dois estudos complementares.

Um destes estudos visa "conhecer as perceções sobre o evento das start-ups portuguesas participantes na Web Summit". O outro pretende "aferir as perceções de um conjunto de empresas multinacionais que recentemente materializaram investimentos em âmbitos tecnológicos no país, sobre o evento e sobre o seu contributo em matéria de atração de investimento tecnológico".

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