Brexit

Schäuble: “UE está bem preparada para a Brexit”

Foto: EPA/UWE ANSPACH
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"Temos de fazer tudo o que for possível para evitar desenvolvimentos caóticos", mas "estamos bem preparados para isso", repetiu o ministro alemão

A Europa está “bem preparada” para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), a chamada Brexit. As palavras são de Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças da Alemanha. Já as tinha proferido na sexta-feira, à saída do Ecofin, o conselho de ministros da união. E hoje tornou a repeti-las.

De acordo com a Bloomberg, o ministro alemão disse, depois de um discurso no Instituto para a Economia Mundial, em Kiel (Alemanha), que “é claro que temos de fazer tudo o que for possível para evitar desenvolvimentos caóticos”, mas assegurou que “estamos bem preparados para isso”.

Na sexta-feira, no Luxemburgo, a mesma ideia. Segundo a Reuters, Schäuble disse aos jornalistas presentes que “a Europa está bem preparada para responder à atual ansiedade dos mercados financeiros relacionada com a Brexit”.

Bem preparados, mas neste domingo, como já escreveu o Dinheiro Vivo, o The Wall Street Journal deu conta de que a União Europeia desdobra-se em planos que possam tentar antecipar e minimizar o efeito de um “sim” à saída do Reino Unido da UE. E também com os impactos em países mais frágeis, como Portugal.

Os britânicos são chamados a decidir já esta quinta-feira, 23 de junho, e de acordo com o WSJ, os altos cargos antecipam reuniões de emergência para o final desta semana.

Em Bruxelas, teme-se uma onda de contágio que possa arrasar as economias dos estados-membros e os casos mais frágeis, acrescenta a publicação, são a Irlanda e Portugal, muito ligados à economia britânica.

No caso português, sublinha-se a instabilidade de um sistema bancário “dependente dos empréstimos baratos do BCE” e que está sob a pressão das avaliações das agências de rating.

Segundo um estudo divulgado no sábado pelo FMI, a economia do Reino Unido sofreria um impacto imediato com a saída da UE muito maior do que os outros países. Em todo, o caso, Portugal pode perder até mil milhões de euros do PIB se o divórcio for consumado.

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