Zeinal Bava aderiu ao perdão fiscal que Ricardo Salgado usou em 2012

O antigo CEO da PT aderiu ao RERT III, o mesmo perdão fiscal que Ricardo Salgado usou em 2012 para fazer regressar capitais a Portugal

A declaração de adesão ao Regime Excepcional de Regularização Tributária (RERT III) vigorou em 2012 e consta da lista de documentos recolhidos no âmbito da Operação Marquês, em que o antigo primeiro-ministro José Sócrates é suspeito de corrupção, revela o Negócios na edição desta sexta-feira.

A confirmação da adesão de Zeinal Bava ao perdão fiscal que vigorou até Julho de 2012 foi confirmada pelo Banco de Portugal em Janeiro, avança o jornal, que adianta não ter conseguido apurar o montante em causa.

A informação solicitada pela investigação da Operação Marquês ao Banco de Portugal resultou da suspeita de que Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, antigo presidente da operadora de telecomunicações, tenham sido beneficiados com pagamentos suspeitos por parte do Grupo Espírito Santo, através da ES Enterprises, sociedade que terá funcionado como um saco azul para pagamento de favores.

Segndo o Negócios, "o objetivo da equipa liderada por Rosário Teixeira é perceber se Bava terá usdo o RERT para trazer para Portugal fundos recebidos através de contas bancárias que tinha na Suíça e em Singapura, pagando a taxa de imposto sobre rendimentos mais baixa prevista neste regime".

Além, dos 18,5 milhões que o gestor terá alegadamente recebido em 2011, a investigação quer provar que o antigo líder da PT recebeu , em 2007, 6,7 milhões de euros, num total de 25,2 milhões de euros com origem na ES Enterprises. A equipa liderada por Rosário Teixeira acredita, de acordo com o Negócios, que "este pagamento mais antigo foi determinado por Ricardo Salgado com o objetivo de comprometer a gestão da PT com a estratégia definida pelo banqueiro para travar a oferta pública de aquisição (OPA) da Sonae".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de