Zona Euro

Zona euro. Economia vai crescer, mas um ritmo mais lento

Os institutos europeus Ifo, a Kof e a Istat, prevêem que a inflação deverá cair no final do ano para 1,7% e os riscos vão aumentar.

O crescimento da zona euro será de 2,1% e a inflação de 1,7% em 2018 num cenário em que aumentaram os riscos para a conjuntura económica, segundo as previsões conjuntas de três institutos europeus, divulgadas esta terça-feira.

De acordo com as previsões económicas conjuntas dos três institutos, designadamente Ifo (Alemanha), Kof (Suíça) e Istat (Itália), a expansão económica da zona euro vai continuar este ano, mas a um ritmo mais lento do que em 2017, ao mesmo tempo que aumentam os riscos.

Os institutos preveem um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro de 0,4% no segundo e terceiro trimestres face aos precedentes e um acréscimo mais significativo, de 0,5%, no quarto trimestre deste ano. Estes aumentos em cadeia traduzem-se numa previsão de crescimento anual de 2,1% em 2018, indicam os institutos.

Os principais impulsionadores da economia continuarão a ser os investimentos em equipamento e construção que, no contexto de baixas taxas de juro, crescerão a uma taxa de 0,5% no segundo e terceiro trimestre e de 0,6% no quarto trimestre.

O consumo das famílias vai aumentar 0,3% em cada trimestre.

Os três institutos estimam que a inflação deverá cair no final do ano para 1,7% e preveem para o conjunto de 2018 uma taxa de 1,7%.

Mesmo assim, os institutos sublinham que as tensões políticas na zona euro e a expansão do protecionismo podem pôr em perigo a continuação da expansão económica da zona.

As previsões foram feitas com base numa estimativa de que o preço do petróleo estabilizará em cerca de 75 dólares e uma taxa de câmbio do euro face ao dólar de cerca de 1,17 dólares.

Estas previsões do crescimento e da inflação destes três institutos para 2018 coincidem com as últimas publicadas pelo Banco Central Europeu (BCE) em 14 de junho, quando reviu em baixa a estimativa de crescimento de 2,4% para 2,1% e em alta a inflação de 1,4% para 1,7%.

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