Coronavírus

Costa admite prolongar regime de lay-off simplificado

O primeiro-ministro, António Costa (E), ladeado por membros do Governo, intervém durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, em Lisboa, 20 de maio de 2020. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa (E), ladeado por membros do Governo, intervém durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, em Lisboa, 20 de maio de 2020. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Presidente da República pressionou o Governo a prorrogar a medida para lá de 30 de junho para evitar mais desemprego.

A resposta não compromete, mas o primeiro-ministro deixa a porta aberta ao prolongamento do regime simplificado de lay-off que vigora desde março e termina no final de junho.

“Quando segunda ou terça-feira tivermos oportunidade para discutir o programa de emergência económica e social, uma das medidas que tem de ser devidamente ponderada é se devemos regressar simplesmente ao regime normal, que vigora desde os anos 80, ou se deve haver outra medida alternativa”, afirmou António Costa em resposta ao deputado do CDS-PP, João Almeida.

“É absolutamente essencial manter medidas de proteção dos postos de trabalho, visto que todos temos consciência que, fruto da crise sanitária, fruto do legítimo receio das pessoas, fruto das dificuldades da crise e da perda de poder de compra, há vários setores económicos que estão expostos à crise e com uma ameaça séria dos seus postos de trabalho e temos de ter medidas que respondam a essa necessidade: proteger as empresas, os empregos e o rendimento dos portugueses”, afirmou o chefe do Executivo.

Poucas horas antes, o Presidente da República tinha sugerido a extensão deste regime sublinhando que tem funcionado como um amortecedor para evitar mais desemprego. O primeiro-ministro não se compromete com o prolongamento da medida tomada no âmbito da pandemia de covid-19, mas deixa a porta aberta.

António Costa foi questionado ainda sobre os alegados atrasos nos pagamentos do Estado às empresas com trabalhadores em lay-off.

“Até ao dia 22 de maio será feito o nono pagamento, que já está lançado, para pedidos respeitantes a 90 031 empresas, abrangendo 735 130 trabalhadores”, respondeu o primeiro-ministro ao deputado centrista, indicando que foram feitos pagamentos no dia 06 de abril, 16 abril, 19 de abril, 25 de abril, 29 abril, 4 de maio, 10 de maio e 13 de maio”.

Notícia atualizada às 17h05 com mais informação.

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