Mango arranca com marketplace. Começa a vender online em Portugal artigos Intimissimi     

Mango espera atingir mil milhões de euros em receitas com vendas online, uma subida face aos 800 milhões estimados para 2020.

A Mango vai começar a vender, a partir desta primavera, coleções de marcas terceiras na sua plataforma digital. Portugal é um dos seis mercados onde a cadeia vai vender produto da marca Intimissimi, do grupo Calzedonia, no novo marketplace.

"O nosso objetivo não é transformar-nos num marketplace multimarcas de massas, mas ampliar a nossa oferta comercial lado a lado com marcas que se enquadrem no nosso posicionamento", diz Elena Carasso, diretora de online e clientes da Mango, citada em nota de imprensa.

"O ecossistema tecnológico que foi desenvolvido nos últimos meses para poder comercializar as coleções da Intimissimi irá permitir-nos poder integrar as novas marcas acedendo aos seus próprios produtos e stocks. Continuaremos a analisar novas oportunidades que proporcionem valor para as nossas clientes, sendo extremamente cuidadosos com o seu enquadramento com a marca Mango, que é um dos nossos maiores ativos", diz ainda.

Portugal, Espanha, Holanda, Alemanha, Reino Unido e França são os mercados abrangidos inicialmente por este acordo fechado entre a Mango e o grupo Calzedonia, com a duração de três anos. O objetivo passa, no entanto, por "estender progressivamente aos restantes mercados onde a Mango vende através do seu portal online".

Com esta decisão, a marca espanhola junta-se à também espanhola Tendam - dona do Cortefiel, Springfield ou Women"s Secret - que em setembro anunciou que ia abrir as suas lojas online à venda de produtos multimarca de insígnias espanholas e internacionais. Wrangler, Champion, Hemper, Levi"s, Dockers, Jack&Jones, Only, Vero Moda, Mamalicious e Selected Home são algumas das marcas já à venda. Outras 50 juntar-se-ão à iniciativa a partir de 2021.

A Mango inaugurou o seu e-commerce no ano 2000. No final de 2019, o canal online da marca alcançou os 564 milhões de euros de faturação, que representaram 24% do total de vendas da empresa. Em novembro, a companhia estimava fechar 2020 com receitas de 800 milhões no online, uma subida de mais de 40% do valor atingido em 2019. "Portugal é um dos 80 países onde vendemos online que apresentou um melhor desempenho este ano" (2020), disse Elena Carasso, em entrevista à revista Store.

"Esperamos atingir 1.000 milhões de euros de faturação até o final de 2021. Seria um sucesso espetacular, pois o crescimento em 2020 foi muito superior ao esperado, dadas as circunstâncias excecionais. Estamos convencidos de que em Portugal iremos também ter um grande crescimento nas vendas, tanto online como na nossa rede de lojas físicas", disse ainda a responsável.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de