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Vila Galé tem mais de 7 milhões para investir no Alentejo

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Vila Galé tem mais de 7 milhões para investir no Alentejo

Grupo Hoteleiro quer expandir o Clube de Campo que abriu em 2001, ao mesmo tempo que prepara a abertura de mais hotéis.

Adivinham-se meses atarefados para o Grupo Vila Galé, que além da abertura de cinco novas unidades hoteleiras previstas para 2018, pretende continuar a aprimorar a qualidade das já existentes.

É o caso do Clube do Campo, que abriu em Beja em 2001, e para o qual o presidente do grupo, Jorge Rebelo de Almeida, levou uma comitiva de convidados e jornalistas a conhecer no último fim de semana.

Além da peculiaridade de ser o único hotel no país com um apeadeiro férreo, é também um espaço dedicado a uma indústria histórica – a da agricultura. Nesta unidade produz-se vinho, azeite e até fruta. As intenções do Vila Galé passam não só por expandir a oferta turística do Clube de Campo mas também pelo melhoramento das atividades de negócio paralelas que por lá se fazem.

“Para este projeto, temos prevista a construção de um lagar, um espaço de agroturismo e de um aldeamento turístico. São apostas que queríamos fazer. Já temos um conjunto de atrativos muito grande aqui, que vai ser complementado”, diz Jorge Rebelo de Almeida.

“O lagar representará um investimento de cerca de 3 milhões de euros, mas ainda não tem data concreta para avançar. O mesmo se aplica ao espaço de agroturismo, que também aguarda aprovação e, se avançar conforme previsto no projeto atual, representará um investimento de 4 milhões de euros. O aldeamento também aguarda aprovação, mas ainda é prematuro dar mais detalhes”, adiantou fonte do Vila Galé ao Dinheiro Vivo.

Os números justificam as apostas do grupo: no que toca ao vinho, os mais de 130 hectares de vinha ajudam a produzir um milhão de garrafas por ano das diferentes castas Santa Vitória, montante do qual são exportados 30% para países como Brasil, Colômbia, Cabo Verde, Alemanha e Dinamarca.

Já com o azeite, a empresa pretende garantir todo o processo de produção – não se limitando à recolha da azeitona – e, com a expansão dos 160 hectares de olival, aumentar os 150 a 170 mil litros que são produzidos anualmente, e dos quais 35% são exportados para os mesmos mercados do vinho.

Valorização do Vila Galé “pode dar o salto para os 600 milhões”

Há precisamente um ano, Jorge Rebelo de Almeida previa que o grupo poderia alcançar uma valorização de 500 milhões de euros. No entanto, com a abertura prevista para 2018 de quatro novos hotéis em Portugal (Elvas, Manteigas, Sintra e Braga) e de outro no Brasil, a valorização deverá “ultrapassar largamente esse valor”.

“Com estas novas coisas todas, penso que [o valor do Vila Galé] poderá dar o salto para os 600 milhões de euros”, adiantou o presidente do grupo. “Mas não é relevante para nós porque estamos a pensar em continuar a crescer”, acrescentou.

Não há filhos e enteados entre os hotéis edificados em nome do Vila Galé, mas é nas unidades de Manteigas e Elvas que residem as maiores expectativas, uma vez que ambos concretizam uma das maiores vontades do presidente do grupo – potencializar o interior do país.

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