GESTÃO & RH

Como tornar uma empresa mais sustentável

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Das parcerias à otimização e racionalização de custos, há várias maneiras para uma empresa criar valor para os seus negócios.

Cada empresa tem o seu departamento financeiro, mas não é apenas dele a responsabilidade pela sustentabilidade do negócio. Há custos incontornáveis e outros dispensáveis, mas nem todas as administrações têm facilidade em distinguir uns dos outros.

É sobre esse dilema que opera a Your Cost Solutions (YCS), uma empresa que cria estratégias de otimização de custos e os recomenda aos clientes, de forma a tornar as suas organizações mais sustentáveis. O CEO, Nuno Semião, falou com o Dinheiro Vivo e enumerou um conjunto de soluções transversais ao setor empresarial.

A primeira passa por adotar um modelo de compras que pode ser alargado ou restritivo, mas que deve estar ajustado ao negócio. “Uma empresa em fase de expansão tem tendência para aplicar um modelo mais alargado, enquanto outra com um crescimento estável deve apostar numa ótica mais restritiva.”
O gestor, que durante dez anos liderou o grupo de compras e serviços do grupo Media Capital, refere a negociação com os fornecedores como outro pilar da sustentabilidade empresarial, mas sublinha que este processo, que deve procurar sempre a solução financeiramente mais vantajosa, deve ser precedido de um “planeamento de compras e gastos, feito com conhecimento das necessidades da empresa, para evitar gastos supérfluos”. Este relatório, acrescenta, deve contemplar “a estratégia da empresa num futuro de dois a três anos”.

Outro dos conselhos dados pelo CEO da YCS incide sobre as parcerias, que “não devem ser assinadas se não trouxerem valor à empresa”, isto é, investir em negócios que tragam, por exemplo, “um produto novo que permita reduzir tempos de trabalho ou ter um serviço que capitalize numa maior margem de venda”.

Apostar na inovação, contudo, é sinónimo de custos, mas para saber se o investimento é ou não vantajoso, Nuno Semião faz sempre o mesmo exercício, em que relaciona tempo com dinheiro. “Numa empresa em que estive, controlávamos a faturação de clientes, baseada nas horas de trabalho das pessoas. Elas preenchiam um excel e nós tínhamos de o converter em números. Investimos num sistema onde a faturação era automática, com base nos dados inseridos. Esse trabalho foi reduzido para um terço e os meus trabalhadores ficaram com muito mais tempo para negociar.”

Outra decisão sensata é “criar uma mentalidade de gestão com toda a empresa”. Neste aspeto, explica, existem “comportamentos de natureza comportamental e técnica”, em que o primeiro passa por incutir um espírito de gestão económica em toda a empresa – “a apresentação pública de custos é uma opção” – e o segundo consiste na “implementação de soluções que façam uma gestão técnica desses gastos, como ter um sistema que faça que, a dada hora, seja tudo desligado”. “Este é um trabalho que deve ser feito ao longo do tempo, mas se quisermos ter resultados mais imediatos, diria que quem trata das contas pode perguntar aos trabalhadores se preferem um aumento ou que as contas sejam pagas.”

Por fim, deixa duas recomendações: “Questionar as necessidades de cada compra, por mais básica que seja, avaliar o respetivo retorno” e ainda “manter a informação de compras sempre organizada e atualizada”.

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