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A chave para o crescimento da Business Insider? “Menos é mais”

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Os media tentam encontrar um modelo sustentável. Para o presidente-executivo da Business Insider a solução é simples. Ter menos é uma benção.

É uma das publicações online de negócios e tecnologia mais lidas em todo o mundo e está em expansão. Começou com um funcionário e hoje tem 500. É lida por 300 milhões de pessoas em todo o mundo, em termos mensais.

O seu co-fundador e presidente executivo, Henry Blodget, desvendou o santo graal que todo o setor de media tenta encontrar para definir um modelo de negócio sustentável. Para o gestor, a solução é simples: “menos é mais”.

O executivo contou à Reuters qual a abordagem que adoptou e ajudou a Business Insider a desenvolver uma parceria com a Axel Springer, que detém hoje a maioria do capital da empresa.

“Começámos há 10 anos atrás, em 2007, com um funcionário e depois com três quando nos lançámos”, recorda Blodget. “Tem sido uma viagem incrível com crescimento todos os anos. Estamos agora em texto, vídeo, fotos, aúdio. Uma empresa multimedia”.

“Quando começámos, tínhamos uma quantia financeira muito limitada. Sabíamos que tínhamos de encontrar um modelo antes de o dinheiro se esgotar”, lembra. “E todos os anos, desde o início da empresa, criámos os nossos modelos para nos permitir atingir o break-even face ao dinheiro que tínhamos à mão. E isso forçou-nos a perceber o que funcionava.”

Aponta que “muitas empresas têm a maldição ou a benção de ter tanto dinheiro que têm tempo para chegar a um modelo de sucesso”.

“Nunca tivemos esse luxo e isso tem ajudado. Tens de perceber como fazer as coisas com menos e fazer o modelo funcionar neste meio”, afirma.

“Uma das nossas iniciativas recentes é expandir internacionalmente. A Axel Springer é muito forte na Europa e globalmente e tem ajudado ter um parceiro como esse”, adiantou. “Tem ajudado ter uma empresa que está 100% empenhada com o que fazemos, que é construir uma empresa de notícias e jornalismo.”

Indicou que “o grande desafio para a indústria é o ritmo de evolução”, com novas plataformas, formatos e modelos de distribuição a aparecer a cada ano.

“Tem havido tanta mudança que tem de se pensar: o que poderíamos estar a fazer melhor? Como podemos não fazer a mesma coisa que fizemos nos últimos cinco anos, ou no nosso caso nos últimos 10 anos. Como nos adaptamos?”, adiantou.

“Nós tentamos não descansar sobre os nossos louros. Tentamos perceber como podemos servir os nossos leitores e espetadores melhor”, disse.

Revelou que uma das inspirações para si próprio e para a empresa e para mim nos últimos 10 anos tem sido Jeff Bezos e a Amazon. “Uma das coisas que Jeff tem sempre dito é: olhem, nunca querem apostar a empresa, mas querem continuar a tentar ter novas ou grandes ideias.”

E é isso que afirma que a Business Insider faz. “Nós não dizemos: chegámos a esta fase e vamos mudar, vamos apostar tudo neste novo futuro”. E dá o exemplo do vídeo, no qual a empresa está 100% empenhada há já sete anos. “Mas é adjacente ao nosso negócio de texto. E fazemos o mesmo com coisas como a área de sociedade e artigos e vídeos de sociedade. Foram grandes iniciativas, colocámos muitas pessoas neles e entendemo-los mas não apostámos a empresa neles. Se não tivesse funcionado teríamos realocado aquelas pessoas em outras coisas.”

“Sentimo-nos com muita sorte por estar aqui. Sentimos que é uma indústria difícil estamos incrivelmente gratos a toda a audiência e clientes que passaram tempo connosco”, afirma ao mesmo tempo que elogia a equipa.

“O que mais tenho orgulho é da equipa. Temos 500 pessoas na empresa agora. Tivemos centenas que nos ajudaram ao longo dos anos. Nada é feito por uma pessoa e todos deram um contributo.”

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