Empresas

Turismo acelera aparecimento de novas empresas até maio

Os setores ligados ao turismo contribuíram 30% para o aparecimento de novas empresas.

Nos primeiros cinco meses deste ano o número de empresas aumentou para 20.942, mais 12,9% face ao mesmo período de 2017, revela hoje o barómetro Informa D&B. O turismo é apontado como o principal motor desde ciclo de crescimento, em especial nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.

Segundo os resultados do barómetro, os setores ligados à atividade turística são responsáveis pelo aparecimento de quase 30% dos nascimentos. Explicam, ainda, aproximadamente dois terços das constituições até maio.

Entre os setores que mais contribuíram, a Informa D&B reporta a subida de 13,2% do número de empresas de serviços para 792, nomeadamente agências de viagens e relativas a animação turística, bem como as de atividades imobiliárias, com 568 nascimentos, mais 37,2% do que em 2017. A tendência é transversal a todas as regiões do país, sobretudo nos concelhos de Lisboa, Cascais e Porto. Em sentido contrário, os serviços são também a categoria onde se evidenciam mais encerramentos (1 489) até maio.

Destaca-se ainda o setor da construção, que contribuiu com 408 novas empresas, um aumento de 25,4%, em especial nos concelhos de Lisboa e Sintra. Já o alojamento – em particular o mobilado -, com 274 empresas, a restauração contribuíram com 12,2%, principalmente nos concelhos de Lisboa e Porto. Ainda assim, a restauração representa ainda dois terços do total de nascimentos.

Seguem-se os transportes, em particular as atividades de transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros. Neste setor, o número de empresas (271) mais do duplicou nos primeiros cinco meses de 2018 (+56,0%), sobretudo nos concelhos de Lisboa e Almada.

Por outro lado, o número de encerramentos registados no mesmo período (6 046) foi superior ao período homólogo (+5,9%), sobretudo em abril e maio. Ainda no acumulado até maio, 1 080 empresas e outras organizações deram entrada com processos de insolvência, um “ciclo de descida iniciado em 2013, mas de forma menos acentuada”.

Sobre a percentagem de empresas que pagaram dentro dos prazos acordados (15,1%) até maio, o barómetro refere que atingiu o valor mais baixo desde 2007, sendo esta tendência transversal a todos os setores e regiões. Em maio, o atraso médio de pagamento situado nos 26 dias, com dois terços das empresas a pagarem com um atraso até 30 dias.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
EPA/MICHAEL REYNOLDS

Ação climática. Portugal vai ter de gastar mais de um bilião de euros

EPA/MICHAEL REYNOLDS

Ação climática. Portugal vai ter de gastar mais de um bilião de euros

2. Fazer pagamentos à frente do empregado

Consumo: seis em cada 10 portugueses paga as compras a prestações

Outros conteúdos GMG
Turismo acelera aparecimento de novas empresas até maio