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Entre a Jamaica e a Nova há um Genio

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A Quidgest desenvolve sistemas de informação de gestão através da plataforma Genio. Tem projetos dentro e fora de portas.

Concorre diretamente com os gigantes mundiais da tecnologia. Mas isso não assusta quem está por detrás deste Genio.

A tecnológica portuguesa Quidgest está há 30 anos no mercado do desenvolvimento de sistemas de informação de gestão com o Genio – plataforma de desenvolvimento integrado. ”Somos o maior produtor nacional de sistemas de informação pela diversidade de sistemas que temos em produção”, atira João Paulo Carvalho, administrador da empresa.

Distingue-se dos gigantes não apenas pela menor dimensão mas também pela forma como trabalha, disponibilizando soluções desenvolvidas à medida, quase como nos jogos de construção, que permitem a criação de múltiplos objetos. “Normalmente, com um jogo de construção conseguimos fazer uma variedade enorme de brinquedos, porque já existem peças que encaixam muito bem. Aquilo com que nos preocupamos é em definir peças cada vez mais capazes; o próprio jogo também já tem uma série de coisas. Eram muito mais simples há uns anos. Portanto, foram ganhando complexidade mas continuam a encaixar todas bem. Basicamente, aplicamos isto à engenharia de software”.

Os padrões de código são como estas peças e o que a empresa faz é “antes de por esse padrão num sistema, configurá-lo. Se quisermos manter a analogia, vamos pintá-lo de amarelo ou de verde para se ajustar ao que é necessário. É configurado inicialmente e, depois, são montados. Temos software pré-construído. Quando entramos num projeto já estamos a trabalhar para aquele cliente há muitos anos”, precisamente porque já têm uma espécie de base para solucionar o problema dos clientes.

A Quidgest tem mais de 500 aplicações distribuídas por mais de uma dezena de áreas, que vão desde a proteção de dados e cibersegurança à banca, seguros e soluções financeiras. “Produzimos código padrão, totalmente padrão, que pode ser lido como se fosse escrito por qualquer programador, compilador ou engenheiro de software por esse mundo fora. Há milhões de pessoas que percebem o nosso código nativamente”.

Jamaica e a NOVA
Um dos projetos que a empresa portuguesa tem em mãos há algum tempo envolve a gestão de recursos humanos do governo da Jamaica. O projeto tem como objetivo a implementação de um sistema integrado que faça a gestão dos recursos humanos do governo daquele país. “Entregamos uma solução que fomos buscar aos nossos recursos humanos”, conta Carlos Costa, responsável pela área de marketing.

Não é a primeira vez que a tecnológica desenvolve um sistema para a gestão de recursos humanos para entidades públicas, tendo tido por exemplo a seu cargo o sistema de gestão de recursos humanos do governo dos Açores.

Outro projeto que desenvolveu recentemente foi para a Universidade Nova de Lisboa (ou NOVA). “Estamos a falar de ERP [sistema de gestão empresarial], algo que assusta as pessoas. As más experiências que têm acontecido são tantas que as pessoas assustam-se”, explica João Paulo Carvalho.
O responsável não esconde que “era bom que tivesse havido um bocadinho mais de tempo” para todo o processo mas “a verdade é que a 10 maio já os salários de toda a gente na Universidade Nova estavam calculados e processados como se não tivesse havido nenhuma transição de sistema”.

O segredo é alma do negócio e a Quidgest não quer avançar muito sobre o que lhe reserva os próximos meses. Assume que estão constantemente a avaliar novas possibilidades de negócio mas não querem dar mais detalhes. A componente internacional tem um peso importante na faturação da companhia. “Flutua entre um terço e metade da nossa faturação”, adianta.

A equipa da empresa ronda uma centena de pessoas, estando a maioria nos escritórios em Portugal. “Normalmente, e por opção, não colocamos as nossas pessoas a trabalhar nos clientes durante períodos longos de tempo. Trabalham quando é necessário, em fases muito específicas. Preferimos que trabalhem aqui em conjunto e que desenvolvam as soluções aqui em conjunto e que depois sejam instaladas nos clientes”.

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