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Autoeuropa: Administração aproxima-se das exigências dos operários

Parque de camionistas da Autoeuropa. (André Areias/Global Imagens)
Parque de camionistas da Autoeuropa. (André Areias/Global Imagens)

Fábrica de Palmela admite pagar prémio de 600 euros mas só quer aumentar salários em linha com a taxa de inflação.

A administração da Autoeuropa e a comissão de trabalhadores vão tentar chegar, até ao final de outubro, a um pré-acordo para os aumentos salariais que serão aplicados em 2019. Embora os operários ainda não estejam satisfeitos com a resposta da fábrica de Palmela, a empresa está a aproximar-se da posição dos representantes dos funcionários. A informação terá sido adiantada esta semana em nota enviada aos trabalhadores pela comissão de trabalhadores.

A compensação pela laboração contínua e pelo trabalho aos sábados e domingos, o pagamento de um bónus anual, o aumento dos salários e a integração de precários são os principais pontos que separam os dois lados da negociações, refere esta quinta-feira o jornal digital Eco.

Os trabalhadores exigem que sejam pagos a 100% ao sábado e 100% ao domingo pelos dois turnos de laboração ao fim de semana. A Autoeuropa, que atualmente paga cada um dos dias a 50%, terá proposto pagar a 80% por cada um dos dias.

Os operários da Autoeuropa também exigiram no caderno reivindicativo um “prémio único de reconhecimento” de 500 euros, a ser pago em janeiro de 2019. Neste ponto, a administração, liderada por Miguel Sanches, até admite pagar um bónus de 600 euros.

Só que ao aumento mesmo que admite pagar mais um pouco pelo bónus, a equipa de Miguel Sanches apenas pretende aumentar os salários em linha com a taxa de inflação (previsão de 1,3% para 2018, segundo o Conselho das Finanças Públicas). Longe das exigências dos operários da fábrica, que pretendem aumentos de 4%.

Leia aqui: Novas regras de emissões levam Autoeuropa a pôr 10 mil carros na Base do Montijo

Outro ponto em dúvida é a integração de operários até 30 de setembro de 2019. Enquanto os trabalhadores querem a integração de 400 pessoas nos quadros, a Autoeuropa até assume integrar 500 pessoas: 250 ainda este ano, mais 250 ao longo de 2019, escreve a mesma publicação.

O atual acordo laboral na Autoeuropa é válido até ao final de 2018 e foi aprovado no início de março pelos trabalhadores da empresa, com efeitos retroativos a outubro de 2017.

A fábrica de Palmela dá emprego a 5700 pessoas e é uma das maiores exportadoras portuguesas. Este estatuto será reforçado este ano por causa da produção do veículo utilitário desportivo T-Roc, que deverá permitir a produção de um total de 240 mil automóveis em 2018.

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