Consumo

Parfois investe 70 milhões em lojas e novas instalações

Sérgio Marques, CEO da Parfois.

( Igor Martins / Global Imagens )
Sérgio Marques, CEO da Parfois. ( Igor Martins / Global Imagens )

Marca portuguesa tem já quase mil lojas em 65 países e pretende abrir mais 450 até 2020, ano em que deverá faturar 400 milhões.

A Parfois, aquela que será, sem dúvida, a mais internacional das marcas portuguesas de moda e acessórios, vai investir 70 milhões de euros, até 2020, ano em que espera faturar 400 milhões de euros.

O investimento vai para a abertura de 450 novas lojas, a duplicação dos seus escritórios e o apetrechamento do centro logístico. A marca tem hoje quase mil lojas em funcionamento (metade em franchising), em 65 países distintos e está apostada em reforçar a sua presença na Europa, em especial em França e Itália, e em abrir uma nova frente internacional na Ásia. Sem esquecer o reforço da rede nos mercados onde já está.

Só neste ano, a Parfois deverá contabilizar 150 novos espaços pelo mundo, 40 dos quais a abrir ainda durante o mês de dezembro, alguns dos quais em zonas emblemáticas, como é o caso do aeroporto de Lisboa, a Via da Independência, em Bolonha, ou os centros comerciais Le Gru, em Turim, e Porta di Roma, em Roma. Itália é uma das grandes apostas da marca, criada por Manuela Medeiros, em 1994, e presidida por Sérgio Marques.

“Queremos replicar em Itália e na França o caminho que traçamos em Espanha, o nosso principal mercado, onde temos 318 lojas e somos, claramente, líderes de mercado. Mas não é fácil”, diz o diretor executivo da empresa.

A estratégia em Itália passou por comprar uma marca de calçado em falência, que dispunha de uma rede de retalho própria e que a Parfois vai aproveitar. E a marca tem-se instalado em algumas das principais artérias italianas, como é o caso da Via Torino ou da Corso Buenos Aires, em Milão, lado a lado com as grandes marcas internacionais.

A empresa, que conta com mais de 3100 trabalhadores em todo o mundo, sem contar com as lojas dos franchisados, vai, para o ano, contratar mais 360 trabalhadores. Destes, 130 em Portugal, que irão juntar-se aos 1200 funcionários que já cá tem. Só no design são mais de 30 que asseguram que tudo o que a Parfois vende é desenhado dentro de portas.

A produção é subcontratada fora. “Há um estigma com o fabrico na China que não tem qualquer sentido. Há fábricas com que trabalhamos há uma década, que têm condições de trabalho europeias e que funcionam quase em exclusivo connosco. Temos 30 pessoas na China a fazer o controlo de qualidade e só uma é expatriada”, diz Sérgio Marques. Além da China, a Parfois conta com escritórios em Espanha, França, Itália e Polónia.

O crescimento dos últimos anos tornou os escritórios da empresa em Gondomar exíguos. A área logística foi já “deslocalizada” para Vila Nova de Gaia, mas não chega e, em 2019, arrancarão as obras de expansão para a criação de um open space de sete mil metros quadrados, mais do dobro do espaço atual. O centro logístico em Canela vai receber novos equipamentos, sobretudo na separação de produto.

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