Energia

EDP emite mil milhões em dívida híbrida verde

António Mexia, presidente da EDP. Fotografia: Miguel A. Lopes/Lusa
António Mexia, presidente da EDP. Fotografia: Miguel A. Lopes/Lusa

Com esta emissão, a EDP ganha mais fôlego para desenvolver projetos de energias renováveis

A EDP concluiu uma emissão de dívida verde híbrida por um prazo de 60 anos. A elétrica liderada por António Mexia captou mil milhões de euros, com uma taxa de juro de 4,5%, de acordo com o comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. “Esta foi uma emissão muito bem recebida pelo mercado, com uma procura que ultrapassou em cerca de três vezes o montante fixado de mil milhões de euros”, disse o presidente do grupo.

As obrigações verdes têm maturidade a 30 de abril de 2079. O reembolso pode acontecer na mesma data de 2024, isto é, dentro de cinco anos e três meses.

Para António Mexia, “com este instrumento de dívida subordinada, a EDP reforça a sua estrutura de capital a um custo muito competitivo, ganhando flexibilidade para continuar a desenvolver o seu plano de negócios centrado em energias renováveis”.

O responsável destaca que este “é o primeiro Green Hybrid de uma empresa portuguesa, depois de a EDP em 2015 ter lançado o primeiro instrumento híbrido e em 2018 ter feito a primeira emissão de Green Bonds.”

Os títulos são designados de híbridos pois uma parte do retorno é fixa (taxa de juro) e a outra depende do desempenho financeiro da empresa. Como é uma emissão verde, o valor angariado apenas pode ser aplicado no portefólio de projetos de energias limpas do grupo, ou seja, em eólicos e solares.

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